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Alckmin estuda permitir que viciado possa voltar à cidade natal se quiser

Folhapress
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São Paulo - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), confirmou ontem que está sendo discutida a possibilidade de enviar dependentes de drogas que frequentam a cracolândia, no centro da Capital paulista, de volta para suas cidades de origem.

Localizados pelo censo de moradores de rua que será finalizado neste ano, os viciados seriam encaminhados às prefeituras dos municípios em que nasceram para receber assistência. A medida está sendo discutida entre a prefeitura e o governo estadual.

O governador não deu detalhes sobre como a medida seria feita. Segundo Alckmin, ela se insere em uma política mais ampla de saúde pública, envolvendo combate ao tráfico de drogas, encaminhamento dos dependentes químicos para ambulatórios e internações em “casos necessários”.

“O foco é o tratamento das pessoas através da internação. Agora, se a pessoa quiser voltar para seu local de origem, a área social, como já faz, vai ajudar”, disse o governador.

Segundo a Secretaria Municipal de Assitência Social, o serviço já é oferecido para migrantes que desejam voltar para seu Estado de origem. A prefeitura paga a passagem de volta e oferece kits com comida e itens de higiene.

Sobre a possibilidade de oferecer isso para os viciados, a vice-prefeita Alda Marco Antônio disse que a medida busca aproximar os dependentes de suas origens. “São Paulo é uma cidade acolhedora neste sentido, recebe a todos. Mas, para eles, o melhor é ficar perto de seus familiares”. Ela e Alckmin conversaram recentemente sobre a ideia.

Alckmin disse concordar com a afirmação da vice-prefeita, de que “cada comunidade tem que ser responsável pelo seu produto social”. “É responsabilidade de todos, dos governos municipal, estadual, nacional e também da sociedade atender às pessoas que precisam, dentro da dignidade humana”, disse ele.

 

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