Você já tem planos para o seu 13º salário? Segundo especialistas, pagamento de dívidas e compras no supermercado e comércio fazem parte do histórico do comportamento do consumidor. Com base nisso e em sondagens feitas pela Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib), o economista Reinaldo Cafeo analisa que cerca de 75% do dinheiro extra serão investidos nestes e outros gastos, como viagens e reformas, enquanto que o restante, 25%, poderão ter como destino a poupança e outros investimentos.
Segundo dados da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), Bauru tem 110 mil trabalhadores no chamado emprego formal, o que representa uma injeção de algo em torno de R$ 130 milhões em 13º salário, 2% do potencial de consumo da cidade em um ano.
No comércio, tradicional destino do salário extra, a previsão para as compras do fim de ano com esse dinheiro é de aumento considerável em relação a 2010, segundo uma sondagem feita pela Acib junto a um conjunto de consumidores de várias classes sociais e junto a uma amostragem de empresários. "O valor médio destinado às compras no Calçadão com o 13º será de R$ 70,00, subindo para R$ 90,00 no Shopping. O valor destinado a cada centro comercial é 9% superior ao constatado no ano passado", afirma Cafeo.
Paulo Roberto Martinello é vice-presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru. Ele acredita que o 13º salário é um benefício capaz de ajudar o trabalhador a realizar pequenos desejos como investir na reforma da casa, na compra de um televisor novo, geladeira... "É um fôlego para o consumidor e também para o comerciante saldar as suas contas no ano que se inicia".
E entre os mimos para a família e os pequenos desejos pessoais, Martinello acredita que os mais procurados são os eletroeletrônicos como celulares, equipamentos de informática e câmeras fotográficas digitais. "Não podemos deixar de citar os artigos mais acessíveis como perfumes, sapatos, roupas e joias, entre outros, que também fazem parte do conteúdo das sacolas".
Contudo, entre sacolas e presentes, Martinello orienta o consumidor a ter cautela e a não cair na ilusão de que sua renda aumentou por conta do recebimento do 13º. Antes de comprar a prazo é preciso pensar nas contas do cotidiano".