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Quem será o vice?

Ricardo Coube
| Tempo de leitura: 2 min

É cedo para falarmos de eleição e muita coisa pode acontecer até outubro de 2012. Entretanto, um sentimento é muito comum na maioria das pessoas que eu converso. A probabilidade política de o Prefeito Rodrigo ser reeleito é enorme. Primeiro, o atual prefeito colocou o cargo na agenda, ou seja, presente em todos os eventos relevantes, festas, seminários, enfim, o prefeito deve dormir pouco e sentar poucas horas na sua cadeira de prefeito. E não tem preguiça para andar e circular. Além disso, em função de sua carreira política, conhece meandros e detalhes da cidade e sua gente. Montou uma equipe jovem de trabalho, onde uns se destacam mais que outros. Herdou uma prefeitura com dinheiro e em ordem. Soube tirar proveito político na aplicação desse dinheiro, principalmente com asfalto nas ruas.

Mesmo com toda a sua presença e atuação política, não consegue consolidar uma base de apoio na Câmara de Vereadores. Seus projetos são debatidos, discutidos, modificados e isto tem sido bom para a cidade. Especula-se que a convivência com a vice-prefeita é pobre e pouco recurso federal continua chegando, ou seja, temos enorme dependência do governo do Estado. Também comenta-se o interesse do prefeito de se reeleger e, em seguida (2014), tentar uma vaga na Câmara Federal em Brasília. Neste caso, o vice assume a prefeitura e deverá se candidatar nas eleições seguintes. A cidade carece de um projeto consensado com vários grupos e forças, que pudesse servir de pano de fundo para os próximos 2 ou 3 governos. Existem projetos que tornam as cidades mais inteligentes. Temos vários grandes desafios que precisam ser vencidos. Um dos legados importantes que se deixa é a continuidade da administração com candidatos sérios e competentes, que trabalharão para aperfeiçoar e aprimorar o trabalho que está sendo feito.

Portanto, se nada tão de novo aparecer, a grande discussão será sobre quem será o vice. A esta altura do campeonato, imagino que existam grandes mobilizações de partidos interessados, assim como de candidatos. Espero que a cidade seja privilegiada em termos de pessoas a altura dos cargos e da responsabilidade dos mesmos. Bauru precisa de administradores bons em gestão, bons de articulação política com o governo do Estado e Brasília, e visão estadista de longo prazo, pois importantes decisões precisam ser tomadas que impactarão o futuro da cidade, como esgoto/saneamento, aeroporto, política de resíduo sólido, trânsito, qualidade de ensino e ações de desenvolvimento regional para garantir a industrialização da região e expansão do comércio e serviço. Quem será o vice?


O autor, Ricardo Coube, é diretor presidente do Grupo Tiliform

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