Venho através deste espaço democrático colocar o meu ponto de vista sobre alimentar os animais na rua. Primeiramente, acho que usar esta ferramenta de comunicação para colocarmos nossas opiniões é muito democrático, mas felizmente os brasileiros de um modo geral são solidários, participam ativamente com gestos concretos fazendo a parte que cabe a um cristão.
Por isso não fico preocupado que a opinião do Sr. Rosenwald Peliçari mude a ideia das pessoas que alimentam os cães nas ruas. Se pudermos fazer algo por eles, faremos sim. Eu adotei uma cachorrinha, tirei a mesma da rua, na cidade de Jaú, chama-se Dorothy, é uma alegria observar que ela hoje teve a oportunidade, pelo gesto meu e de minha esposa Graziele, de receber um lar ser feliz, faz companhia ao nosso lhasa apso Zeus, que é muito mais feliz com ela.
Mas fico imaginando se eu fosse a favor da opinião do senhor Rosenwald, até conhecer a Dorothy eu a veria na rua desnutrida, fraca, com olhar de piedade atravessando meu coração e simplesmente viraria minhas costas, estufaria meu peito, encheria meus pulmões sabe tudo sobre a vida e soltaria o ar repugnante da verdade unilateral e diria: ei, senhor, não alimente estes cães na rua, causará mais problemas, vamos deixar a prefeitura resolver isso sozinha, pois a prefeitura tem superpoderes, o prefeito Rodrigo Agostinho tem uma roupa de superman e irá sozinho com os seus amigo sucumbir à fome e castrar todos os cães que são encontrados na "pequena" Bauru. Não, senhores, não é desta maneira que solucionaremos os problemas do mundo.
Estamos próximos ao Natal, quando todas as pessoas ficam mais espiritualizadas, não nos deixemos cair na tentação de concordarmos com estas posturas. Senhor Rosenwald, vamos falar de uma parábola: imaginemos que seus cães fogem de sua casa, se perdem pela cidade e infelizmente as pessoas escutem sua opinião, já imaginou?
Que triste, né, sem potinho de água, sem comida, as chances de serem reencontrados vão se esvaindo pela falta de piedade. "A vida é uma sombra que passa, é uma história contada por um idiota cheio de raiva e fúria significando nada". Shakespeare.
Huxley Ivens - diretor de teatro - professor