Ricardo Coube, um dos mais gabaritados empresários de sucesso na conservadora província, é hoje um dos mais promissores comentaristas titulares dominicais do Jornal da Cidade. Tenta se permear ideias ingenuamente dissimuladas, iniciando sua peroração, afirmando na página 2 do "JC" do último domingo (27) que "é cedo para falarmos de eleição". Fala-se de eleição aqui na província desde a última derrota tucana e ele sabe disso...
O problema é o coro que se fazem com os pisciformes de bicos curtos/longos.verdes e amarelos. No texto "Quem será o vice?" está sendo sugerido a substituição da vice-prefeita atual por outro qualquer. Se for tucano, melhor... Sugere-se que eventual vice governará a província na também eventual saída do titular para pleitear um mandato de deputado federal, evidentemente disputado sob a legenda do PMDB. Verdadeiro "pau de sebo..." conhecido também por "mastro de cocanha".
Considerando que o papel aceita tudo - como já dizia há dois séculos passados, meu avô lá em Funchal, afirma o gabaritado empresário-comentarista: "A cidade carece de um projeto consensado com vários grupos e forças, que pudesse servir de pano de fundo para os próximos 2 ou 3 anos".
Como "quem cala, consente" diz o provérbio, vamos por vez. O empresário-comentarista afirma que " 2" (que é igual a 8 anos) e que " 3" (que é igual a 12 anos) de governo, está na realidade a obrigar-nos a nos socorrer de outro provérbio; "desgraça pouca é bobagem", como afirmam os etílicos depois de sorverem algumas garrafas de "Zubrówka" polonês. Já não chega o Estado de São Paulo estar sob jugo tucano há 16 anos, querem agora que também que o laborioso povo eleitor dessa província fiquem outro tanto sob o mesmo jugo?
Se o jovem empresário-comentarista nesse texto afirma: "Um dos legados importantes que se deixa (o atual prefeito) é a continuidade da administração com candidatos sérios e competentes, que trabalharão para aperfeiçoar e aprimorar o que está sendo feito". Ora, ora, oras. Se o legado que o atual mandatário vai deixar é "importante" como afirma Coube, o aperfeiçoamento e aprimoramento é consequência a ser perseguida no próximo mandato com a mesmíssima equipe atual e no mesmo texto elogiada pelo seu autor, em que pese discordar dele quando afirma que o atual alcaide "herdou uma prefeitura com dinheiro e em ordem", corroborando assim, "ipsis litteris" com a manchete do Jornal da Cidade na época do governo passado, com o fato do ex-prefeito haver deixado dinheiro em caixa mas em contrapartida legado uma sucateada estrutura endivi-dada. O conceito da reeleição é exata-mente para proporcionar ao prefeito em primeiro mandato a oportunidade da reeleição para poder concluir aquilo que não pode executar nos quatro primeiros anos. Em time que está ganhando, técnico não ousa mexer. Não é isso que afirmam os vitoriosos?
Se o tucanato está batendo bico de todo lado, não tendo chance de ganhar eleição nem em São Paulo para retomar o poder perdido, não podemos admitir que venham sugerir a troca da atual vice-prefeita por outro qualquer.
O problema é que o vexame que se avizinha - politicamente falando - com ausência de nomes para disputar a prefeitura local - e como afirma Ricardo Coube a "probabilidade política (de Rodrigo) ser reeleito é enorme" - o permeio para os não néscios é ridículo. É perder tempo em insistirem naquilo que já está escrito nas estrelas...
Nicanor Amaro da Silva Neto