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Sandro Fernandes e esposa já cumprem prisão em casa

Neto del Hoyo
| Tempo de leitura: 3 min

João Rosan

Sandro Fernandes chegou em casa hoje, à 0h51

Sandro Luiz Fernandes e sua esposa Fernanda estão novamente juntos e em casa. Assim como o JC publicou na edição de ontem, o advogado bauruense teve garantida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a prisão domiciliar e deixou o presídio de Tremembé, onde estava desde o dia 21 de outubro, por volta das 18h30 de ontem.

O cumprimento da liminar deferida pelo ministro do STF, Gilmar Mendes, foi submetido ao juiz Jaime Ferreira Menino, titular da 2ª Vara Criminal de Bauru - que preside o caso - e ao diretor do presídio estadual em Tremembé. Após os trâmites legais, Sandro deixou a prisão no Vale do Paraíba em carro particular com seus advogados, uma vez que não houve determinação para que o Estado providenciasse a transferência.

Ainda no início da tarde, Ferreira Menino estendeu o benefício a Fernanda, entendendo que após a decisão do Supremo seria inviável a manutenção dela na Cadeia Feminina de Avaí, onde estava detida desde o dia 30 de setembro em cela individual.

O juiz entendeu que se o principal autor das acusações cumpriria prisão domiciliar, o mesmo deveria ser aplicado a ela, acusada de ser coautora. Ela chegou em casa à noite. Assim, o casal fica em sua residência sem poder sair, até que o caso transite em julgado.

De acordo com a defesa de Sandro e Fernanda, ambos poderão receber visitas, mas deverão respeitar as imposições judiciais, como a medida protetiva de que devem ficar afastados das supostas vítimas de abusos cometidos pelo advogado bauruense e dos quais Fernanda seria coautora.

“Na visão da defesa, toda essa situação ainda é abusiva. Entendemos que até o final do processo não existem provas seguras que coloquem ambos em condições de detenção”, afirma Hélio Marcos Pereira Júnior, advogado de defesa que esteve desde as 8h de ontem na P2 de Tremembé tratando da transferência de Sandro.

No momento em que deixava o presídio com o advogado, ele recebeu a notícia de que Fernanda seria liberada ainda ontem. “Nesse instante, nem o Sandro e nem a Fernanda querem se pronunciar. Mas volto a dizer, a verdade virá no momento oportuno”, afirmou Pereira Júnior.


Cumprimento da lei

A transferência de Sandro Fernandes foi garantida pelo ministro do STF, Gilmar Mendes, que deferiu nesta quinta-feira uma liminar em reclamação defendida pelo advogado Ricardo Ponzetto. Por ser advogado, Sandro tem o direito de ser transferido para uma Sala do Estado Maior, que não é disponível no País.

O deferimento da liminar, neste caso, levou o advogado, acusado de molestar sexualmente cinco pessoas, sendo quatro de sua família e uma funcionária que trabalhou em sua residência, a ser removido para seu domicílio em Bauru.

Sandro teve prisão preventiva decretada no dia 30 de setembro após prestar depoimento na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e foi levado à Cadeia Pública de Barra Bonita. No dia 21 de outubro, porém, foi transferido para Tremembé, presídio conhecido por abrigar detentos que costumam sofrer rejeição junto à população carcerária por estarem envolvidos em casos de grande repercussão ou por terem cometido crimes como pedofilia e estupro.

Assim como Sandro, sua esposa, Fernanda Fernandes, teve prisão preventiva decretada também no dia 30 de setembro, quando saiu da DDM em uma ambulância após passar mal. Após ser medicada no Hospital Beneficência Portuguesa, ela foi escoltada até a Cadeia Feminina de Avaí, acusada de ser conivente com os supostos abusos cometidos pelo marido, Sandro Fernandes. O inquérito policial que culminou com a prisão do casal foi conduzido e concluído pela delegada Priscila Bianchini de Assunção Alferes, da DDM.

 

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