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Série A-2 : Noroeste inicia nova realidade

Wagner Teodoro
| Tempo de leitura: 2 min

O Noroeste promove, a partir de agora, mudanças dentro da filosofia de trabalho do clube, que abrem uma nova fase dentro da ?era Damião?. O Norusca pretende passar a trabalhar com ênfase na revelação de jogadores para colocá-los no mercado e conseguir algum lucro. Outra alteração é na contenção de gastos e orçamento mais enxuto.

Indícios desta nova política interna já foram observados durante este semestre quando jogadores da base noroestina foram emprestados ao Grêmio, Fluminense e Atlético Mineiro, em parcerias, que devem no futuro, no caso de uma transferência, render dinheiro aos cofres do Norusca. No momento, os zagueiros Ruggieri e Matheus Tiuí e os meias-atacantes Romário e Henrique estão no Grêmio. O goleiro Léo está no Fluminense e o atacante Dwan, no Atlético-MG.

O diretor de futebol mostra confiança no sucesso da metodologia que será adotada a partir de agora no clube, com contenção de gastos e aposta nas categorias de base. "Tenho convicção de trabalho, sou uma pessoa que tem o gênio muito forte e tenho personalidade. A filosofia de trabalho tem que ser desta forma. Não é que todos os jogadores da base vão jogar no profissional, mas tem jogadores de 20, 21, 22 anos, que são novos no mercado, e poderão sair do Noroeste e dar frutos ao clube no futuro. O Noroeste tem que ter jogadores experientes, mas tem que valorizar os mais novos", declara Gonçalves.

O Noroeste deve apostar bastante nas categorias de base, dentro da nova realidade do clube, mas Gonçalves ressalta que é importante a presença de jogadores experientes para orientar e comandar os jovens. "Um campeonato sub-20 ou uma Copa Paulista é uma coisa e disputar uma Série A-2 para subir é outra. Temos que ter alguns jogadores que disputaram o sub-20 fazendo parte do grupo, porque esta é a sequência do trabalho. E reafirmo que o trabalho que o Jorge Saran fez no Noroeste foi excelente, porque deu experiência para alguns jogadores que poderão estar na A-2. O objetivo é ter jogadores experientes para ajudar estes meninos. Tenho certeza que daqui a dois, três anos jogadores formados na base vão compor 80% do grupo do Noroeste em um campeonato profissional. O objetivo é este", comenta o diretor de futebol.

Gonçalves, que tem sua carreira bastante vinculada ao trabalho nas categorias de base e era responsável pela base alvirrubra, aposta em sua experiência para ter êxito em sua nova função, de coordenador do futebol profissional no clube. "Não vejo tanta diferença. A responsabilidade é maior, mas me vejo preparado, faz 30 anos que trabalho com futebol, iniciei aqui no Noroeste, em 1981. Então, 30 anos de futebol traz uma boa bagagem, conheci bons profissionais e você vai aprendendo com eles. Espero corresponder à altura ao que me foi confiado", declara.

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