Regional

Sem três assinaturas, CEI não pode ser instalada em Bocaina

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Bocaina – Só com uma assinatura não será possível instalar na sessão de hoje à noite a Comissão Especial de Inquérito (CEI) em Bocaina (69 quilômetros de Bauru) para investigar contratos de prestação de serviço com empresa que operou a usina de reciclagem e compostagem e a prefeitura do município.

De olho no regimento interno, o prefeito João Francisco Danieletto (PV) deve ficar livre pelo menos neste ano da CEI para investigar supostas irregularidades nos contratos.

O vereador Gisberto Antunes, o “Betinho” (PC do B), protocolou o requerimento na quinta-feira, mas só havia uma assinatura. Para a assessoria do prefeito Danieletto, o documento não tem o número mínimo de assinatura e, por isso, o documento não deve ser acatado na sessão de hoje do Legislativo.

Como nesta segunda-feira à noite é a última sessão deste ano, os partidários do prefeito acreditam que a matéria deve ficar para o ano que vem. Danieletto já foi condenado em primeira instância por suposta improbidade administrativa. A Justiça considerou prejudicial aos cofres públicos os aditivos autorizados pelo prefeito na prorrogação do contrato com a empresa J. Morillo – ME.

Mesmo assim o vereador do PC do B entende que a Câmara deve investigar os contratos mesmo a questão ter sido analisada na Justiça.

O prefeito afirmou sábado em nota expedida pela assessoria de imprensa que o vereador “Betinho” está “isolado” na Câmara, porque os outros dois opositores – Antônio Aparecido Ramos, o Toninho Ouro Verde (PMDB), e Edward Tamaini, o” Jaú” (DEM) – não assinaram o requerimento que pede a instalação da CEI. “Ele é uma voz radical tentando abrir a CEI com o objetivo político de apenas desgastar a administração, porque o interesse desse vereador é ser o candidato a vice na chapa de Bruna Gimenes de Abreu do PSDB no ano que vem. É revanchismo”, alegou o prefeito, alvo do  pedido de CEI.

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