Há mais ou menos dois meses tive o prazer, a felicidade, de estar 15 minutos na Apae conversando com quem eu admiro e denomino de "a dama do social" e, com todo respeito, a maravilhosa e bela d. Olga Bicudo. Na ocasião da perda do "teste do pezinho" pela Apae, confesso que saí daquela instituição apavorado e, de certa forma, com uma responsabilidade sem dimensão, pois d. Olga, derramando lágrimas, disse: "Rafael, eu não sou mais a mesma guerreira, estou cansada e penso seriamente em parar". Estávamos em cinco pessoas e todos também choraram. Aquelas palavras não poderiam ficar guardadas comigo, afinal, imaginei o que seria de Bauru e, logicamente, da Apae sem d. Olga, ou seja, uma catástrofe. Dois dias após liguei ao fantástico jornalista e ser humano Jabbour e ao vereador Fernando Mantovani, que também demonstraram muita preocupação.
A encontrei novamente por dois minutinhos na inauguração da quadra paradesportiva e com um sorriso me disse: "Tenho uma notícia maravilhosa do governador Alckmin", que se encontrava no local. Porém, vejo num jornal mais uma vez ela lutando e defendendo com as garras de uma leoa esta instituição à qual dedicou sua vida.
Devido às dificuldades em que se encontra hoje, a Apae, pela indenização dos funcionários que trabalhavam com o teste do pezinho e mais o 13.º dos valorosos funcionários que se desmancham de carinho pelas nossas crianças, tenho certeza que d. Olga novamente derruba lágrimas a cada dia. Bauru, vamos fazer valer cada pingo de lágrimas dessa nossa destemida guerreira, vamos dividir esta responsabilidade. Em nossa cidade, as instituições estão fechando suas portas e nós fechando nossos olhos. Até quando?
Grande Jabbour, fiquei feliz ao ver nosso espetacular Jornal da Cidade dedicando uma página inteira e colorida para pedir apoio à Apae. Parabéns, eu percebo há algum tempo que vocês não conhecem a palavra "não" e sempre fazem a sua parte. Bauru, o sorteio da Apae é no final do ano... Vamos fazer a nossa parte!!! PS: Parabéns, Markinhos da Labirintus, que deu um grande exemplo comprando os primeiros 500 bilhetes.
Rafael Santana de Lima