Tantas e quantas vezes forem necessárias, nascerei sempre, porque amo a humanidade. Meu Pai assim o quis, porém prefiro o meu primeiro nascimento, aquele lá na gruta de Belém. Que noite maravilhosa, fria, mas repleta de calor, onde, juntos, encontravam-se minha mãe Maria, meu pai José, meus amigos, os pastores, alguns animais e uma estrela fulgurante.
Passaram-se muitos anos, mais de vinte séculos, e hoje, como gostaria de que meu aniversário fosse como o daquela noite do meu Natal. Não houve uma lauta ceia com bebidas nacionais e estrangeiras, frutas tropicais, mas simplesmente pãezinhos e leite de cabra trazido pelos pastores. Que delícia! Estávamos muito felizes naquela noite. Algum tempo depois, chegaram os reis com seus presentes, desejando-me e a meus pais e amigos um Feliz Natal.
A grande maioria dos humanos mudou muito a maneira de comemorar o meu nascimento. Esqueceu-se de MIM, atendo-se apenas à troca de presentes e mesa farta. O sentido do meu nascimento é o Amor, amor inesgotável, agora e sempre. Se não fosse pelo amor à humanidade, jamais haveria o meu nascimento, as comemorações do Natal e tampouco este colóquio tão íntimo entre Mim e você. Somente por amar você, Nascerei mais uma vez.
Aproveito este precioso espaço para desejar a todos os leitores um Feliz Natal e um próspero Ano Novo e para agradecer a todas as pessoas, amigos, familiares, os doadores de sangue, que com espírito de solidariedade, a tônica da esperança, rezaram, oraram por mim, quando da minha internação, por algumas semanas no Hospital Estadual, onde passei por um cirurgia cardíaca. Fico também grato a toda equipe médica e funcionários da Unidade UCO e UTI UCO que nos estimularam diante das dificuldades cirúrgicas e nos encorajaram a continuar acreditando em novas possibilidades de melhor qualidade de vida. Que Deus os abençoe!
Professor Gino Crês