Tribuna do Leitor

DESMANCHE DA LUSO


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Cheguei de viagem e, da sacada do meu apartamento, vi algo esperado, mas não desejado. A demolição da Associação Luso Brasileira já começou. É uma pena! Agora, o que mais nos preocupa é que os arquitetos que irão fazer os projetos da nova construção, não preservem o belo jardim interno, repleto de majestosos coqueiros e lindas árvores. È muito verde que tem que ser mantido.

Mas, se fizerem, como em todo empreendimento, que primeiro passam a motosserra (odeio o barulho que ela faz), destruindo tudo o que está à sua frente para, depois, projetarem uma obra que, pelo menos, a Prefeitura Municipal, através de seus órgãos, não permita o corte das árvores, sadias, frondosas, maravilhosas, que vivem floridas e que abrigam centenas de pássaros, que estão nas calçadas ao redor da Associação Luso Brasileira.

Rodrigo Agostinho, você que se diz ambientalista, por favor, não autorize e não permita que seja autorizado o corte de uma árvore sequer, principalmente porque no espaço existente entre elas dá para fazer entradas e saídas até de jamantas. Acredito ser o único quadrilátero inteiramente arborizado existente em Bauru.

Que não se repita o que aconteceu com a quadra inteira do antigo colégio Guedes de Azevedo (Antonio Alves x Araujo Leite), cujo empreendimento, de responsabilidade do Maksoud, destruiu todo o verde, fez um muro adentrando em metade das calçadas (e que não restituiu à prefeitura até hoje) deixando naquele lugar um esqueleto imprestável de ferro e concreto.

Que se pare de destruir as áreas verdes da cidade. È possível conciliar progresso com arborização.


Alzira Garcia - Bauru

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