Eder Azevedo |
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Membros do grupo Serpentário que completa 36 anos |
Encontros dominicais regados a cerveja, petiscos e muita conversa. Essa frase resume o ‘espírito’ do grupo de amigos intitulado ‘Serpentário’, que completa 36 anos neste mês com a permanência de membros antigos, alguns fundadores, e outros mais novos. Todos, porém, com o único objetivo: se divertir. Além disso, a história do grupo se mistura com a da sede de campo do Bauru Tênis Clube (BTC).
Raduan Trabulsi, o falecido Flávio de Angelis, Nabi Zugaibe e Hélio Vanini são alguns dos membros fundadores do grupo. Milton Simão é outro antigo ‘domingueiro’. Ele conta que os amigos começaram a frequentar um dos quiosques da sede de campo assim que o local foi comprado pelo clube. “Todas essas árvores que a gente vê hoje não passavam de mudas bem pequenas”, conta.
Simão já foi também presidente do BTC, assim como Hélio Vanini. Os dois ainda são frequentadores assíduos do Serpentário. César Gobbi, o Gobbinho, confirma a ‘confusão’ nas histórias do grupo de amigos e do BTC. “Muitos fundadores do Serpentário ajudaram a comprar essa sede de campo. Uma coisa está completamente ligada à outra”, diz ele.
Com 36 anos de existência, o Serpentário já recebeu muitos novos, além daqueles que participaram da criação do grupo. A maioria deles, sócios e frequentadores da sede de campo do BTC. No entanto, os amigos garantem que não há qualquer tipo de formalidade para que novos membros sejam agregados. “Só precisamos gostar das pessoas que chegam até nós. A única restrição é que precisa ser homem. É um clube do Bolinha. Não temos nada contra as mulheres, mas é uma forma de garantir a liberdade para as nossas brincadeiras”, conta Gobbinho.
Até pernilongos
Apesar de receptivo, o Serpentário tem alguns ‘segredinhos’. Os amigos resistem a contar as histórias mais curiosas sobre o grupo, mas garantem que, a cada domingo, algo ‘quase extraordinário’ acontece. Um desses segredos é a origem do nome do grupo, embora seja possível imaginar uma boa dose de ‘veneno’ nas muitas conversas.
No entanto, os membros mais antigos contam alguns ‘códigos’ do grupo. Todos colaboram mensalmente com um valor em dinheiro para a compra das bebidas e comidas. Sempre apareciam, porém, alguns colegas com o único objetivo de aproveitar das guloseimas sem contribuir. “Esses são chamados de ‘pernilongos’”, revelam
Já aqueles que costumam levar toda a família para os encontros dominicais são apelidados de ‘Família Lima’, em referência ao grupo musical formado por um grande número de parentes.
Quando o tempo fecha
Os assuntos dos longos e semanais bate-papos entre os amigos do Serpentário são os mais variados possíveis. Ricardo Coube conta, porém, que os mais polêmicos são tratados com muita leveza. “É um momento de descontração em que a gente ri das coisas sérias", explica.
As discussões se tornam mais acirradas apenas quando o assunto é esporte. Com membros intimamente ligados ao basquete, como Raduan Trabulsi e Antônio Carlos Barbosa, a modalidade sempre apimenta as conversas, sem contas as paixões futebolísticas.
