Nacional

Aéreas têm plano B em caso de greve

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - As empresas aéreas têm um plano de contingência pronto para o caso de uma greve dos aeronautas (pilotos e comissários) e aeroviários (operadores em solo). O intuito é minimizar os efeitos aos passageiros de uma possível paralisação às vésperas do Natal.

 

As duas categorias mantêm a previsão de greve por tempo indeterminado para a quinta-feira, a partir das 23h. Há a estimativa de 40% a 50% de adesão, dentro de um universo de cerca de 100 mil funcionários.

Contudo, dois sindicatos já aceitaram o reajuste de 6,18% proposto pelas empresas em negociação no TST (Tribunal Superior do Trabalho), segundo o Snea (Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias).

Ambos são ligados à Força Sindical: um do município do Rio; o outro representa os aeronautas do Amazonas. O movimento é coordenado, em nível nacional, pela CUT.

O Snea informou ainda que concederá a todos os 6,18% - independentemente de haver greve ou não -, retroativos ao dia 1º. As duas categorias reivindicam, entre outros pontos, 10%.

O plano de contingência foi acordado entre as empresas com o apoio da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), da Secretaria de Aviação Civil e da Infraero (estatal que dirige os aeroportos).

Os detalhes são mantidos em sigilo, mas um dos pontos, divulgado pelo Snea, se refere ao cancelamento de folgas.

O governo adota o discurso de que não haverá caos aéreo.

A ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, disse hoje acreditar num entendimento, mas afirmou que em caso de greve já há uma solução pensada pelas companhias.

“Temos conversado com as empresas e acreditamos que elas estejam com programas para atender as pessoas nos aeroportos. Acreditamos que não teremos problemas.”

 

Negociação

A primeira proposta das empresas foi de 3% de reajuste. Foi elevada a 6,18% no TST. A última sugestão do tribunal foi de 8%, valor acatado pelo comando da greve, mas rejeitado pelas empresas.

Segundo o comandante Gelson Fochesato, presidente do SNA (Sindicato Nacional dos Aeronautas), as negociações começaram em setembro, mas as empresas “empurraram com a barriga”.

“As empresas nos levaram a isso. E nossa greve vai ainda servir para as empresas esconderem a incompetência delas com o caos aéreo. O país nunca esteve preparado, agora menos ainda.”

 

Comentários

Comentários