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Caso Vitor mobiliza rede solidária

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 1 min

Uma rede de solidariedade se formou em torno da aflição vivida pelos pais do pequeno Vitor André, portador de uma doença rara, conhecida como síndrome de West. Até ontem, a família não sabia como conseguiria dar sequência ao tratamento do menino, já que um dos medicamentos necessários ? o Sabril 500 miligramas - não foi fornecido neste mês pela Farmácia de Alto Custo mantida pelo Departamento Regional de Saúde 6 (DRS-6).

Mas, depois de divulgar seu drama no Jornal da Cidade, a mãe, Ana Lúcia Alves Pereira Faria, 46 anos, recebeu dezenas de ligações de pessoas oferecendo auxílio e, finalmente, poderá comemorar o Natal aliviada. Ao mesmo tempo em que era surpreendida pelas manifestações de solidariedade, a família foi informada de que o remédio já estava disponível na Farmácia de Alto Custo.

"A repercussão foi imensa. Pessoas ligaram de Bauru, Agudos e até Belo Horizonte para informar que tinham facilidade para comprar o remédio e que queriam doar caixas (que custam R$ 204,00) para o Vitor", revela. A sensibilização foi tamanha que a mãe precisou até mesmo dispensar ajuda, para evitar que os medicamentos perdessem a validade por falta de uso.

"Mas anotei o contato de todos e, caso ocorrer de eu ficar desamparada novamente pelo Estado, já tenho a quem recorrer", pontua. Com o tratamento adequado, Vitor, que tem um ano e 10 meses, terá a garantia de não voltar a sofrer espasmos e convulsões, que poderiam evoluir para sérias complicações respiratórias e até mesmo sequelas irreversíveis como a perda da capacidade motora e avanço do déficit intelectual.

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