O governo brasileiro determinou, nesta sexta-feira (23), que as usuárias das próteses de silicone suspeitas de uma empresa francesa que exportou o produto para todo o mundo procurem seus médicos para uma avaliação clínica.
Os implantes PIP (Poly Implant Prothese SA) ficaram sob os holofotes após o governo francês recomendar às dezenas de milhares de mulheres na França com estas próteses que as removessem por meio de cirurgia como medida de precaução diante de taxas anormais de ruptura da prótese.
No Brasil, foram implantadas 25 mil próteses PIP, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). As próteses PIP estão proibidas no país desde 2010. A determinação, publicada no site da Anvisa na Internet, diz que "as pacientes devem procurar seus médicos para realizar os exames necessários e fazer uma avaliação clínica".
O texto diz ainda que "os profissionais de saúde devem contatar suas pacientes para definirem a melhor conduta a ser adotada". Foi determinado que todas as adversidades ou retiradas envolvendo o implante deverão ser comunicados à Anvisa.