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Dos clubes para os shoppings

Da Redação
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Eles nasceram na segunda metade da década de 90, sob o advento da Internet. São considerados a parcela da população mais curiosa, inquieta e antenada. Videogames supermodernos, computadores cada vez mais velozes e avanços tecnológicos inimagináveis há 20 anos fazem parte da rotina destes jovens.

Leem pouco, entretanto, informam-se com a mesma rapidez de um clique. Sedentos de novidades, eles não se contentam com uma tarde no clube, uma partida de futebol ou um bate-papo com os amigos, como as gerações um pouquinho mais velhas.

Então, o que fazer para não frustrar essa tal geração Z? Sem dúvida, os shopping centers, cada vez mais modernos, são uma opção certeira para atrair e entreter os novos jovens, principalmente no período de férias.

Com o aval dos pais, que muitas vezes entram nessa brincadeira apenas como motoristas, os adolescentes passam horas sob o olhar atento de seguranças treinados e câmeras de vigilância ligadas 24 horas por dia.

Praça de alimentação, espaço para jogos e compras são só alguns dos chamarizes. O alvo da geração Z são mesmo as salas de cinema, melhor ainda se forem 3D. Uma programação eclética, com os lançamentos que fazem sucesso mundo afora não pode faltar. Os jovens dessa geração não se importam em esperar em uma fila - desde que não seja muito longa, é claro - para conferir o que há de mais novo nas telas de cinema. O importante é ter em mãos aparelhos eletrônicos com aplicativos que muitos de nós não sabem nem para que servem.

Com senso crítico apurado, os jovens da geração Z são exigentes. Têm raciocínio rápido e necessitam que o mundo à sua volta ande no mesmo ritmo. "Pensamos em novidades e maneiras de implementá-las o tempo todo", afirma Ivan Mouta, gerente geral do Bauru Shopping.

Além disso, Ivan ressalta que o shopping é um local para o lazer da família toda. "É um território democrático, e por isso mesmo, eclético. Com atrações variadas e horários diferenciados, aqui os pais podem participar do dia a dia dos filhos, mas sem aquela marcação cerrada, um olhar atento, só que um pouco mais discreto", define ele.

E, de acordo com a psicóloga Cassiane Gaffo Borgo, a melhor maneira de evitar problemas ao lidar com a geração Z é mesmo a supervisão. "Esse comportamento fugaz, conectado ao mundo eletrônico, pode também acarretar um certo distanciamento dos pais", explica Cassiane.

Ela comenta que a adolescência é uma fase de descobertas, porém de falta de maturidade. "Portanto, levar os filhos aos programas marcados com os colegas, buscá-los, tentar o diálogo e, principalmente, respeitá-los é o caminho mais positivo para enfrentar o período da adolescência", orienta a psicóloga.

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