A corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, do Conselho Nacional de Justiça, denunciou a existência no Judiciário brasileiro de magistrados em desvio de função. A expressão que ela utilizou foi "há bandidos de toga na Justiça do País".
A Advocacia Geral da União, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Associação de Juízes para Democracia e até o Senado ficaram com a ministra baiana e contrários aos argumentos do ministro do Supremo. A corregedora é a mais alta reserva moral da Justiça desse País. Ela é a guardiã da democracia e, ao exigir transparência nos negócios escusos dos juízes, corre o risco de ficar sozinha, pois mexeu no vespeiro.
Em decisão liminar, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello suspendeu o poder "originário" de investigação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) contra magistrados, determinando que o órgão só pode atuar após as corregedorias locais. Como se pode ver o STF está de plantão para agir como faz o Congresso com seus pares. Resumindo todos farinha do mesmo saco.
De que adianta reclamarmos dos políticos se agora vemos que a corrupção está em todos os poderes? Infelizmente, nada temos a comemorar nesse Natal e muito menos no ano que se inicia.
Izabel Avallone