Bairros

Cavalo com a pata quebrada é sacrificado após acidente

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

Com apenas dois anos de idade, a égua Paloma teve um triste fim de vida, na tarde de ontem. Depois de agonizar por três semanas com uma das patas quebradas, que necrosou e ficou sem o casco, ela precisou ser sacrificada pela equipe do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), após avaliação de veterinários.

Antes disso, entretanto, o animal ficou por mais de duas horas caído no acesso à rodovia Horácio Frederico Pyles, próximo à antiga fábrica da Adams, sem conseguir se levantar. Ele estava sendo transportado por um amigo do proprietário quando, em uma curva, caiu de cima do reboque improvisado – uma carretinha conectada a um Palio Weekend de cor vinho, que abandonou o local logo depois do acidente, por volta das 12h30.

“Havia duas pessoas no carro. Eles tentaram colocar a égua de volta, tentaram levantá-la, mas ela não conseguia ficar em pé”, conta a secretária bilíngue Luciana Aparecida Exel Bonfante, que testemunhou toda a ação.

A situação precária do equino, cuja pata esquerda traseira sangrava sem parar, mobilizou viaturas da Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas (Rocam), Polícia Rodoviária, Corpo de Bombeiros e do Departamento de Estradas de Rodagem (DER). Acionado, o caminhão do CCZ, apropriado para o transporte de animais de grande porte, demorou cerca de duas horas para chegar.

Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, o veículo atrasou porque estava atendendo outra ocorrência. Paloma foi levada até a sede do centro, mas já não havia mais nada a ser feito.

“Ela tinha sofrido um acidente há cerca de três semanas. Não sei bem o que houve, mas ela não conseguia mais andar. O veterinário disse que não tinha como salvá-la”, revela o vigilante Sidney Queiroz, que teve a iniciativa de resgatar o equino numa visita ao sítio de um amigo, identificado apenas como José.

“Ele é de família humilde. Disse que gastou o que podia com remédios para tentar curar a ferida. Então, pedi para que ele me autorizasse levar a égua até o CCZ, porque ela estava sofrendo muito e ia morrer”, conta.

 


Socorro

Em um reboque fretado pelo vigilante, o animal foi levado até o acesso à rodovia Horácio Frederico Pyles, onde acabou caindo após o veículo fazer uma curva. Antes de o motorista deixar o local, Queiroz decidiu descer do carro para aguardar socorro.

Além das viaturas oficiais, houve aglomeração de um grande número de pessoas curiosas para acompanhar o resgate, que demorou a vir. Antes da chegada dos carros da Polícia Rodoviária e do DER, alguns funcionários do Distrito Industrial chegaram a ceder cones de sinalização para que nenhum veículo viesse a atropelar o animal.

Depois de mais de meia hora deitada no asfalto quente, Paloma recebeu água dos Bombeiros. Passada uma hora, as equipes do DER começaram a cogitar a possibilidade de içá-la com um caminhão munck para colocá-la sobre um guincho que pudesse fazer o transporte até o CCZ.

Quando o caminhão do órgão chegou, a égua foi amarrada e encaminhada para avaliação de veterinários, que decidiram pelo sacrifício por volta das 16h. Até o fechamento desta edição, o caso não havia sido registrado pela Polícia Civil. Também não há confirmação de que o proprietário possa vir a ser responsabilizado pelo tratamento inadequado que resultou na morte do animal.

 

 

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