Com o registro exorbitante de 4.342 casos de dengue, sendo seis importados e seis mortes, a doença fez um “arrastão” em Bauru no ano de 2011. Para ajudar as cidades com problemas mais acentuados e evitar que a situação se repita neste ano, o Ministério da Saúde liberou o montante de R$ 242.838,88 para que o município invista em ações de combate à proliferação do mosquito Aedes aegypti (leia mais sobre dengue na página 15).
A Secretaria Municipal de Saúde informou em nota, por meio da assessoria de imprensa, que as ações, já previstas, compreendem: mini arrastões, bloqueio de criadouros (visitas individuais), ações educativas com escolas e comunidades além de fiscalizações em terrenos baldios nos bairros com maior incidência de casos de dengue nos últimos cinco anos que são Jardim Bela Vista, Bairro Pousada da Esperança, Vila São Paulo, Parque Santa Edwirges e Parque Vista Alegre, capacitação de agentes e combates a endemias.
Nesses locais a população poderá receber tela para as caixas d’água que não possuírem tampa, distribuição de “bigbags” para acondicionamento de material reciclável (quando a atividade for desenvolvida em domicílio), coleta de pneus, além da fiscalização em estabelecimentos de risco (borracharias, comércio de reciclados, ferro-velhos etc).
O investimento também irá para o treinamento e aperfeiçoamento de médicos e enfermeiros para diagnóstico precoce e tratamento oportuno e adequado da patologia. Abordagens técnicas e discussão de casos clínicos entre os profissionais da saúde agilizam o atendimento.
Para que todo o planejamento tenha efeito, é necessário que a população colabore fazendo sua parte: não deixando lixo acumulado em terrenos baldios, quintais, bem como materiais recicláveis. Estes acondicionamentos irregulares são paradeiros de reprodução do mosquito vetor da dengue.
O Liraa
Apesar da doença ter dado uma “trégua” na cidade nos últimos meses, os números de casos ainda não cessaram. O Levantamento Rápido de Infestação por Aedes Aegypti (Liraa) realizado pelos agentes de controle de endemias da Secretaria Municipal de Saúde em outubro do ano passado apresentou uma porcentagem de 1,1%.
Isso significa que de todos os 5.155 imóveis vistoriados, sendo eles residências, 1,1% dos imóveis possuía recipientes com larvas do mosquito vetor ou recipientes com água acumulada.
A Saúde destacou em nota, por meio da assessoria de imprensa, que este número está acima do tolerável, que é de 1%. Em meio aos cálculos realizados nestes imóveis, foram identificados 65.839 recipientes sendo que 16.730 deles possuíam água parada. Foram encontradas larvas de Aedes em 58,5% destes recipientes.
Por isso, cuidados simples como, não acumular lixo, recipientes que acondicionem água, como por exemplo vasos de plantas, manter terrenos limpos, entre outros cuidados (veja quadro), são fundamentais para que a doença não faça mais vítimas neste ano.
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