Internacional

EUA cobram ação da ONU na Síria


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Washington - Em coletiva de imprensa na sede das Nações Unidas, em Nova York, a embaixadora dos EUA na ONU, Susan Rice, advertiu que "já passou da hora" de o Conselho de Segurança da entidade agir contra a violência na Síria.

 

Rice também cobrou a Rússia por "barrar" todas as tentativas de aprovar um texto coerente de resolução condenando a repressão do ditador Bashar al Assad aos protestos, que já teria deixado mais de 5 mil mortos.

 

Logo após a americana falar, Bashar Ja’afari, o embaixador sírio na ONU, disse que a onda de violência no país, que já dura dez meses, é fruto de uma conspiração internacional, reiterando o discurso de Assad horas antes, visto como "incitação à guerra civil" pela oposição do país.

 

Opositores do regime sírio que pedem a saída de Bashar Assad consideraram uma incitação à violência e à guerra civil o discurso do ditador realizado ontem e transmitido ao vivo pela emissora de TV estatal do país.

 

O ditador defendeu que não há divisão interna na Síria, apesar de, segundo ele, haver grupos militantes terroristas tentando desestabilizar sua autoridade, e colocou a segurança nacional como prioridade de seu regime. Assad garantiu que não houve ordens para quaisquer membros de suas forças atirarem em cidadãos.

 

Para o Conselho Nacional Sírio (CNS), grupo que reúne a maioria da oposição a Assad, "há uma incitação à violência, uma incitação à guerra civil" no discurso.

 

"Também há palavras sobre a divisão religiosa que o próprio regime fomentou e estimulou", declarou em uma entrevista coletiva em Istambul Basma Qodmani, integrante do CNS. "Isto indica que o regime segue para um comportamento ainda mais criminoso e irresponsável."

 

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