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DAE vira ?balcão de reclamações?

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 3 min

Buracos, vazamentos, acidentes, falta de abastecimento de água. Estas são algumas das queixas relacionadas ao serviço do Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Bauru que chegam à redação do JC todos os dias. Segundo a autarquia, nos meses de novembro e dezembro de 2011 foi computada uma média de 150 queixas de vazamentos por dia. Os reparos diários somaram uma média de 130.

Na última segunda-feira, o mecânico Roberto Coraça, 43 anos, criticou o serviço prestado pelo DAE em frente à sua oficina, na quadra 2 da rua Coronel Alves Seabra, Vila Seabra. O vazamento foi consertado, entretanto, o buraco foi coberto apenas com terra. Com as chuvas, o buraco se tornou uma poça de lama e todos os carros que trafegam pela rua acabam dispersando a sujeira para dentro de seu estabelecimento.

"Primeiro era um vazamento. Reclamamos e eles vieram consertar. Como eles cobriram o buraco apenas com terra, com essas chuvas que caíram no final de semana, o buraco virou uma poça de lama. Como o movimento de carros, ônibus e até caminhão aqui é intenso, a lama é jogada para dentro da minha oficina. Acabei de lavar a calçada", criticou.

O mesmo problema foi constatado pela equipe do JC na quadra 2 da rua Américo Zuiani, Vila Pacífico 2, na tarde de ontem. Um boneco deitado no chão, com a cabeça para dentro do buraco foi colocado no local por moradores, que ficaram indignados com a cratera de aproximadamente 1 metro de profundidade que se abriu depois de um simples reparo.

"Os clientes já estão reclamando deste buraco há uns 15 dias, por conta de um vazamento. O DAE veio, consertou e o buraco foi tampado com terra. De um dia para o outro ele virou uma cratera por conta da chuva", disse a funcionária Andrielli Cristina de Campos.

Mais barro

Ao invés de água, quando a moradora do Jardim Solange, Cristiane Biscalcin Cescato, 39 anos, abre a torneira do tanque de sua casa sai barro. Desde outubro do ano passado, ela abriu um processo no DAE para apurar o que está acontecendo no local, onde também falta água.

"Até perdi um quimono do meu filho, que custa mais de R$ 200,00, sem contar as outras roupas. Entrei com um processo no DAE e até hoje não recebi resposta sobre o meu caso. Neste final de ano também faltou muita água no bairro".


As respostas

Segundo informações da Divisão Técnica do DAE, que chegaram em nota por meio da assessoria de imprensa, serão feitos novos aterramentos e despejo de pedras para evitar sujeiras e acidentes até a reposição definitiva do asfalto, nas ruas Coronel Alves Seabra e Américo Zuiani.

Com relação ao caso de Cristiane, a autarquia destacou, através da assessoria de imprensa que o o procedimento interno relativo ao ressarcimento do quimono foi encaminhado pelo financeiro, a pedido do Jurídico. Sobre a água "barrenta", uma equipe da Divisão de Produção e Reservação de Água irá até o local para verificar o problema.


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Vl. Cardia e Jd. Aeroporto ainda estão sem água

Mesmo depois do reparo feito na adutora de 14 polegadas, localizada na quadra 18 da avenida Comendador José da Silva Martha, na noite desta segunda-feira, alguns bairros de Bauru como Vila Cardia e Jardim Aeroporto ainda estão sofrendo com a falta de água.

No final da tarde de ontem, Maria Inês de Andrade Marques, 59 anos, moradora da rua Rio Grande do Sul, Vila Cardia, criticou a demora do reabastecimento. "Nós estamos sem água desde a segunda-feira. Economizamos a caixa d?água e conseguimos ficar assim por três dias. Hoje (ontem) a água acabou e eu não posso me deslocar daqui porque tenho problema na coluna e ando de bengala. Pedi o caminhão-pipa pela manhã e até agora (à tarde) não chegou".

A assessoria de imprensa do Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Bauru destaca que o serviço na adutora está concluído e o serviço de distribuição de água normalizado. Por isso, a água ainda deve voltar a ser abastecida pelo sistema da autarquia nas próximas horas.

O DAE segue distribuindo água à população, mediante caminhão-pipa, através do telefone 0800-771-0195.

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