Polícia

Crime em Agudos choca pela crueldade

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Menos de 24 horas após a localização do corpo de Franciele Santos Brito, de 16 anos, que foi violentada e assassinada em um pasto no jardim Márcia, a Polícia Civil de Agudos (13 quilômetros de Bauru) conseguiu identificar e deter os três envolvidos no crime, entre eles um adolescente de 17 anos. Os dois maiores, que estariam sob efeito de bebida alcoólica no momento dos fatos, tiveram a prisão decretada por trinta dias. O que mais chama a atenção é que um dos acusados foi quem telefonou para a polícia informando que havia um cadáver no local.

O delegado Jader Biazon, responsável pelas investigações, revela que Franciele foi morta na segunda-feira, por volta das 21 horas, quando retornava para casa após encontrar-se com o namorado em uma área conhecida como bosque, onde casais do município costumam se encontrar para namorar dentro de veículos. Os acusados são dois irmãos, de 17 e 28 anos, e um amigo deles, de 20 anos. Por questão de segurança, a identidade deles foi preservada pela polícia.

“Nós conseguimos apurar que, na noite de segunda-feira, os três se reuniram com o intuito de espiar esses casais para ver as mulheres nuas”, conta o delegado. No local, porém, encontraram apenas a adolescente e o seu namorado, que estava de moto. Assim que o rapaz foi embora, a jovem seguiu em direção à sua casa. No caminho, ela foi abordada pelo trio. “Eles deram golpes com pedaço de madeira na cabeça dela e ela desmaiou”, diz.

Ainda de acordo com o delegado, após os golpes, os acusados pularam o muro de um imóvel em construção próximo, retiraram de lá uma carriola de pedreiro e, com o veículo, levaram a adolescente até um curral distante cerca de um quilômetro do local, onde um deles cria gado. “Ali eles estupraram a menina, torturaram ela e, por fim, enforcaram ela com uma corda usada para amarrar o gado”, narra.

No corpo da vítima, foram encontradas marcas de queimaduras causadas por pontas de cigarro. A brutalidade do crime e a crueldade dos envolvidos foram tão grandes que, mesmo após as agressões, torturas e o estupro, cometido com a jovem desacordada, eles chegaram a introduzir um pedaço de madeira na vagina de Franciele. Em seguida, o corpo da garota foi ocultado e abandonado no local e a carriola devolvida à construção.

 

Confira a matéria na íntegra na edição de amanhã do Jornal da Cidade.

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