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Em ano eleitoral, Obama quer poderes para encolher governo

Reuters
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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu nesta sexta-feira (13) ao Congresso que lhe conceda poderes para fundir as agências que promovem as exportações sob o argumento de que isso reduzirá a burocracia.

Ao propor a desativação do Departamento de Comércio e a fusão de seis agências empresariais e comerciais, Obama parece estar tentando se vacinar contra as acusações republicanas de que ele seria um liberal adepto de governos grandes, e que teria promovido uma das maiores ampliações da máquina pública na história do país.

Desde o fim do ano passado, a Casa Branca lançou várias iniciativas, como parte de uma estratégia que coloca o presidente -candidato à reeleição em novembro- como um político ativista, em contraposição a um Congresso inoperante sob o controle republicano.

A autoridade solicitada por Obama lhe permitiria fazer mudanças sobre as quais o Congresso poderia votar a favor ou contra, mas sem fazer emendas. A Casa Branca disse que a fusão dos órgãos de promoção comercial é apenas um primeiro passo, e que o governo poderia ser enxugado ainda mais caso Obama receba os poderes pleiteados.

Ronald Reagan, ídolo dos conservadores republicanos, foi o último presidente norte-americano a ter a autoridade que Obama solicitou para reorganizar o governo.

Analistas duvidam que os republicanos do Congresso concedam essa autoridade a Obama em ano eleitoral, mas a reação inicial da oposição foi de aprovação ao plano.

"Esperamos que o presidente não esteja simplesmente propondo uma nova embalagem à mesma abordagem onerosa. No entanto, eliminar programas duplicados e tornar o governo federal mais simples e simpático às empresas é sempre uma ideia que vale a pena explorar", disse Brenand Buck, porta-voz do presidente da Câmara, o republicano John Boehner.

Em declarações feitas na Casa Branca, Obama disse que a reforma facilitará a oferta de ajuda a empresas dos Estados Unidos que desejem exportar, o que é uma parte importante da agenda econômica dele.

"Com essa autoridade, ajudaríamos as empresas a crescerem, pouparíamos tempo às empresas, e economizaríamos dólares do contribuinte", disse o presidente.

O Congresso terá três meses para votar a medida, que levaria à fusão do Escritório do Representante Comercial dos EUA com outras cinco agências de promoção às exportações hoje espalhadas por Washington. O novo departamento, ainda sem nome, permitiria que as empresas tivessem um só ponto de contato com o governo.

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), que hoje é parte do Departamento de Comércio, seria absorvida pelo Departamento do Interior, e a Administração das Pequenas Empresas ganharia status ministerial, refletindo a ênfase dada pelo governo Obama ao apoio à pequena empresa como foco da recuperação econômica norte-americana.

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