Internacional

Helicóptero é usado para resgatar sobrevivente com pernas quebradas


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Giglio - Às 11h45 (8h45, horário de Brasília), num dia de céu aberto e vento gelado na ilha de Giglio, o helicóptero da Guarda Costeira paira sobre o naufragado Costa Concordia.

Um homem desce pela corda até o convés. Cinco minutos depois, outro integrante desce ao navio e o helicóptero segue rumo ao continente.

Do porto da pequena cidade, onde ainda estão atracados os barcos e botes usados na fuga de sexta-feira à noite, acompanha-se a intensa movimentação de barcos oficiais ao redor do navio.

Quase uma hora depois, às 12h35, após pronunciamentos pouco esclarecedores de autoridades locais, o helicóptero volta a sobrevoar o navio. Em cinco minutos, um dos oficiais sobe pela corda, em seguida usada para entregar um objeto.

Pelo zoom das equipes de TV, tem-se a certeza de que é uma maca. Desta vez o helicóptero reaparece, mas é mais cauteloso com o sobrevoo. Às 12h49, o tripulante italiano Manrico Giampedroni, 57 anos, é resgatado do Concordia após quase 40 horas de naufrágio.

Com ferimentos na perna, os gritos de Giampedroni foram ouvidos pela equipe que faz varreduras na área não submersa do navio. Um dos dois integrantes da operação é um médico.

O cuidado e a demora no resgate foram justificados pela incerteza na localização de Giampedroni. Como o navio pende para o lado esquerdo, os cômodos podem ficar tanto em posição vertical quanto horizontal, dificultando o acesso.

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