O mundo esportivo comemora hoje os 70 anos daquele que é considerado um dos desportistas mais influentes de todos os tempos. Cassius Marcellus Clay Jr., ou, simplesmente Muhammad Ali, pugilista norte-americano, foi o responsável por arrebatar uma legião de fãs ao boxe.
Para muitos, Ali foi o melhor da história. Mas não foi apenas sua maneira de boxear e derrotar seus oponentes que o fizeram reconhecido internacionalmente. As batalhas travadas fora do ringue em defesa de suas posições políticas e até mesmo contra o Mal de Parkinson, o fizeram ainda mais conhecido.
Nascido em Lousville, no estado americano de Kentucky, no dia 17 de janeiro de 1942 com o nome de Cassius Clay, o pugilista só passou a se chamar Muhammad Ali em 1964, quando se converteu ao Islã. Conhecido por suas provocações, Muhammad Ali conseguia desestabilizar seus oponentes com declarações polêmicas. Em sua brilhante carreira, conquistou 56 vitórias em 61 lutas, sendo 37 por nocaute. Algumas dessas foram inesquecíveis, como o triunfo sobre George Foreman no dia 30 de outubro de 1974 em Kinshasa, no Zaire (hoje República Democrática do Congo). O combate ficou conhecido como "rumble in the jungle" - a luta na floresta, em inglês. O primeiro a conseguir o feito de superar o pugilista foi Joe Frazier, um de seus maiores rivais e com quem travou o que é até hoje lembrada como "a luta do século". Em novembro do ano passado, Ali compareceu ao velório de Joe Frazier.
Influente
Fora dos ringues Ali marcou a luta contra o racismo, e em 1967, quando seguia no auge da carreira, se negou a lutar na Guerra do Vietnã. A decisão o levou a perder o título mundial e á suspensão por três anos. A iniciativa, porém, teve grande impacto na visão dos norte-americanos sobre o conflito.
Com o fim de sua carreira, Ali compartilhou em causas humanitárias e recebeu, em 2005, a medalha da Liberdade (Medal of Freedom), a mais alta condecoração dos Estados Unidos.
Emoção
Mesmo após terminar seu ciclo nos ringues, Ali comoveu o mundo em um dos momentos mais emocionantes da história dos Jogos Olímpicos ao acender a pira olímpica em Atlanta, 1996, com os braços tremendo por causa do Mal de Parkinson.
Hoje, o ex-pugilista não tem mais a habilidade de flutuar como uma borboleta e picar como uma abelha, como ele mesmo dizia - "Float like a butterfly, sting like a bee" -, em uma das suas frases mais famosas. Mas continua sendo reverenciado como uma lenda viva.