Internacional

Proprietária de navio se colocará como vítima em julgamento


| Tempo de leitura: 1 min

Roma - A companhia Costa Cruzeiros, proprietária do navio Costa Concordia, anunciou ontem que se apresentará como vítima no julgamento contra o capitão do navio, Francesco Schettino.

A embarcação naufragou na última sexta-feira, na ilha de Giglio, na costa da Toscana, na Itália, após uma manobra que terminou com uma colisão em rochas.

O advogado da empresa, Marco De Luca, condenou o comportamento do comandante, que desviou o navio de sua rota sem autorização. O acidente provocou a morte de pelo menos 11 pessoas. "A companhia é outra vítima da tragédia, porque, além do desastre e do drama humano, a empresa sofreu um dano imenso".

Schettino continua em prisão domiciliar, no sul da Itália, após ter ficado quatro dias na cadeia. A juíza Valeria Montesarchio, responsável pelo caso, considerou que o capitão via o naufrágio do navio e o resgate das vítimas de um cais na ilha de Giglio.

A Itália identificou ontem mais três corpos de passageiros. Os mergulhadores que fazem as buscas afirmam que ainda há 21 desaparecidos.

O capitão do navio, Francesco Schettino, teria levado uma mulher da Moldávia de 25 anos para o navio. A informação é dos jornais italianos "Corriere della Sera" e "La Stampa". Uma foto, feita por um turista inglês, revela que Schettino e Domenica Cemortan estavam jantando no restaurante uma hora antes do acidente. Segundo alguns passageiros, eles tomaram vinho e depois foram juntos para a cabine de comando.

Comentários

Comentários