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Equipes de resgate localizam outro corpo e acham cofre


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Milão - Equipes de mergulhadores da Marinha italiana encontraram ontem o corpo de uma mulher, a 12.ª vítima do acidente com o navio Costa Concordia, que naufragou no dia 13 de janeiro. Já a Guarda Costeira confirmou pela primeira vez um vazamento de óleo diesel no local, aumentando temores de um desastre ambiental.

As equipes acharam o corpo em um dos quartos dos 17 andares do cruzeiro, oito dias após a embarcação ter se chocado contra rochas na ilha de Giglio, na Itália. Cerca de 20 permanecem desaparecidas.

"O corpo foi levado para terra firme e as famílias foram contatadas. Mas será necessário realizar testes de DNA para identificá-lo, já que, ao final de uma semana na água, fica identificável", informou uma fonte da Marinha.

Até o momento, apenas oito vítimas foram identificadas formalmente: seis turistas -quatro franceses, um espanhol e um italiano-, um tripulante peruano e um violinista húngaro.

Vazamento

Também hoje a Guarda Costeira italiana confirmou pela primeira vez que os líquidos que vazam do navio são, de fato, óleo diesel.

O combustível seria um "tipo leve" de diesel usado como lubrificante nos maquinários e botes de resgate. Há 185 toneladas desta variedade do combustível a bordo.

As autoridades italianas ainda não confirmaram vazamento das 2.380 toneladas do diesel "mais pesado", que serve como combustível para os motores do navio.

A exploração em profundidade dos restos do navio Costa Concordia foi retomada ontem ao amanhecer. Após confirmada a estabilização do navio, os mergulhadores da Marinha desceram novamente a 20 metros de profundidade para abrir buracos no casco. Ontem, a embarcação apresentou movimento de 7 mm por hora.

"Hoje (ontem) procuramos entre as pontes 3 e 4", indicou Cosimo Nicastro, porta-voz da Guarda Costeira.

 

Cofre

Os mergulhadores da Marinha da Itália retiraram ontem o cofre de Francisco Schettino, capitão do navio Costa Concordia. A embarcação naufragou próximo à ilha de Giglio, no litoral da Toscana, no último dia 13.

Os objetos foram recuperados a pedido da Procuradoria de Grosseto. A equipe também recolheu malas, o passaporte e outros documentos na cabine do capitão, que estava submersa.

A operação terminou ontem à tarde e visava recolher provas contra o capitão, já que podem existir documentos relevantes para a reconstituição dos fatos que levaram ao naufrágio. Schettino cumpre prisão domiciliar no sul da Itália, após ser acusado por homicídio culposo, naufrágio e abandono de navio. De acordo com a Promotoria italiana, ele saiu antes da retirada dos 4.200 passageiros e tripulantes.

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