Washington - Em sua maior tempestade desde 2005, o Sol está bombardeando a Terra com radiação e partículas carregadas, que devem chegar em grande quantidade ao planeta hoje. Um fenômeno que, embora esperado, pode danificar sistemas de comunicação.
O alerta é da Agência Nacional Atmosférica e Oceânica dos EUA (Nooa, na sigla em inglês). Diferentes satélites da Nasa já captaram o fenômeno.
Conhecidas como ejeções de massa coronal, essas explosões podem danificar sobretudo os satélites de comunicação que orbitam a Terra.
"Os satélites estão bem lá em cima, não têm a proteção contra a radiação que a nossa atmosfera oferece", afirma Gustavo Rojas, astrofísico da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).
Apesar do risco, as chances de danos substanciais são baixas. Há três tipos de classificação para esses fenômenos: os da classe C são mais fracos, os M são moderados e, os do tipo X, são os mais intensos. A atual tempestade, ocorrida na madrugada de anteontem para ontem, foi classificada como M-9, quase no limite da classe X. Ainda assim, ela não parece intimidar os astrônomos. "Foi uma explosão importante, mas não oferece realmente riscos. Na verdade, o Sol vem de um período de atividade realmente baixo", diz Pierre Kaufmann, coordenador do Centro de Radioastronomia e Astrofísica da Universidade Mackenzie.
O Sol tem ciclo de atividades de 11 anos, com períodos de atividade intensa e outros de calmaria. O pico de atividade desse ciclo está previsto para o ano que vem.