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Polícia prende suspeitos de estuprar e barbarizar deficiente

Vitor Oshiro com Redação
| Tempo de leitura: 3 min

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), prendeu na noite de ontem dois suspeitos, um homem e uma mulher, de terem participado de roubo seguido por um estupro a uma portadora de deficiência mental de 32 anos, em Bauru. A prisão ocorreu por volta das 22h40 e foi confirmada à reportagem pela delegada Priscila Alferes.

O crime ocorreu na tarde de anteontem e chocou a cidade. Na ocasião, a vítima, que caminhava pelo Parque Santa Edwirges, foi arrastada por um trio ? dois homens e uma mulher ? para um matagal e, depois, brutalmente violentada. Os suspeitos, que fugiram levando R$ 19,00, chegaram a usar um cabo de vassoura durante o estupro. A violência foi tamanha que a vítima passou por cirurgias.

A reportagem apurou que, durante todo o dia, a polícia buscava identificar os suspeitos. Por meio de relatos e até de reconhecimento pessoal, chegou a dois nomes ainda ontem.

Até o fechamento desta edição, a delegada Priscila Alferes ainda estava os conduzindo à DDM.

Em conversa com o JC durante a tarde, a família da vítima nutria um misto de apoio com o anseio por justiça. "É como se tivessem estuprado uma criança", disse a irmã, que passou cerca de quatro horas na Maternidade Santa Isabel, onde a mulher está internada.

Indignada, a familiar contou que a irmã ainda precisará passar por outras cirurgias e usará uma sonda por conta da barbárie sofrida. Ela tem muita dor. Hoje (ontem), fui ajudar no banho e ela só gritava. O sangramento não para."


Por dinheiro

A irmã contou ainda que a deficiência mental da irmã é de nascença. "Ela catava latinhas e carpia quintais. Sempre foi uma pessoa muito boa e trabalhadora", aponta.

E, segundo a familiar da vítima, seria exatamente esse "dinheirinho" que teria motivado o crime bárbaro. "Ela tinha carpido um terreno e conseguido esses R$ 19,00. Pelo que contou para nós, eles queriam esse dinheiro e, por isso, fizeram o que fizeram. Não dá para acreditar".

Em relação à recuperação da vítima, a irmã afirma que ela terá realmente que fazer mais cirurgias, sem contar a ajuda psicológica. "Segundo os médicos, ela está com vários órgãos expostos e danificados."


Vítima de 8 anos

Na mesma tarde em que a portadora de deficiência mental de 32 anos foi roubada e brutalmente estuprada, um garoto de 8 anos, morador da Vila Aymorés, também denunciou ter sido estuprado por um vizinho, de 14.

O adolescente acusado foi identificado e apreendido ainda anteontem. O caso foi encaminhado à Delegacia de Infância e Juventude (Diju), onde, ontem, o delegado Ronaldo Divino, informou que foi realizado o corpo de delito na suposta vítima. "O resultado só fica pronto dentro de 30 dias. A partir disso, é que guiaremos toda a investigação", completa.


Mais um caso

Na noite de ontem, uma mulher de 60 anos informou ter sido assaltada e vítima de tentativa de estupro em uma praça da Nova Esperança. O acusado, um homem de 51 anos e com passagens pela polícia por roubo e furto, foi preso após ser encontrado nas imediações. Ele estaria sob efeito de álcool. A vítima, apesar de abalada, registrou boletim de ocorrência no Plantão Policial.

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