O título feminino do Aberto da Austrália vai ser definido, hoje, às 6h30 (de Brasília), literalmente no grito. As finalistas do primeiro Grand Slam da temporada, a bielorrussa Victoria Azarenka (terceira do mundo) e a russa Maria Sharapova (quarta), são tenistas barulhentas.
Para elas, que além do título decidem quem vai assumir o topo do ranking, o urro a cada rebatida faz parte do jogo tanto como o saque ou qualquer outro golpe.
A questão é antiga, mas sempre gera polêmica, ainda mais quando alguma rival decide reclamar dos gritos.
Em Melbourne, as críticas vieram da polonesa Agnieszka Radwanska, eliminada por Azarenka nas quartas.
Questionada sobre o barulho de sua algoz, a tenista polonesa disse que já estava acostumada, "especialmente com Vika". "Nos conhecemos há muitos anos".
E, mesmo sem um questionamento adicional, a polonesa fez o complemento. "Sobre Maria (Sharapova), o que eu posso dizer? É claro que é muito irritante e muito alto".
Em 2006, em Wimbledon, um jornal britânico acompanhou um jogo da russa, e seus gritos alcançaram 102,7 decibéis, o que se compara ao barulho de uma britadeira.
Sharapova, que venceu a semifinal contra a tcheca Petra Kvitova por 6/2, 3/6 e 6/4, foi questionada sobre isso durante o torneio.
"Jogo assim durante toda a minha carreira", disse a russa, demonstrando irritação. "Já respondi sobre o assunto muitas vezes e sei que ainda vou responder muitas outras, mas estou confortável".
Azarenka demonstrou mais jogo de cintura. Também disse que já havia falado sobre os gritos por muitas oportunidades e apenas repetiria o que havia dito.
"É o jeito que eu me acostumei a jogar desde criança. É parte do meu jogo".
Ela conta que, quando criança, era realmente muito fraca, e os gritos a ajudavam a colocar um pouco mais de força em seus golpes.
A bielorrussa chega à sua primeira decisão de Grand Slam depois de eliminar a atual campeã do torneio, a belga Kim Clijsters, na semifinal, por 6/4, 1/6 e 6/3.
Aos 22 anos, Azarenka enfrenta uma adversária apenas dois anos mais velha, mas muito mais experiente.
Sharapova disputa sua quinta final em um grande torneio e busca seu quarto título.
Ex-número um, a russa deixou claro que voltar ao topo é algo secundário para ela. "Vencer um Grand Slam sempre será um objetivo".
Djokovic bate Murray e pega Nadal na final
O sérvio Novak Djokovic, atual campeão do Aberto da Austrália e número 1 do ranking, se classificou para a decisão do torneio ao derrotar ontem pela manhã (no horário de Brasília) o britânico Andy Murray, quarto do mundo, após quase cinco horas de partida.
A vitória, sofrida, aconteceu por 3 sets a 2, com parciais de 6/3, 3/6, 6/7 (4-7), 6/1 e 7/5. O adversário chegou a estar levando 5/2 no último set, em vitória certa para "Djoko", mas reagiu de maneira surpreendente e prolongou o jogo até 4h50.
Na decisão do primeiro Grand Slam do ano, Djokovic enfrentará o espanhol Rafael Nadal (2º), que na quinta-feira venceu o suíço Roger Federer (3º) por 3 sets a 1, com parciais de 6/7 (5-7), 6/2, 7/6 (7-5) e 6/4. Além de ter um dia a mais de descanso, precisou suar menos. O sérvio, porém, leva vantagem sobre o espanhol em decisões de Grand Slam: 2 a 1.
Por outro lado, o retrospecto geral aponta para 16 triunfos a 13 a favor de Nadal. Mas, nos últimos seis duelos, Djokovic ganhou todos. E sempre em finais.
Homenagem a Belgo será amanhã no BTC
Ao contrário do que havia informado anteriormente, o Bauru Tênis Clube (BTC) confirmou ontem que o Torneio de Tênis de Duplas Relâmpago Prof. Antônio Demerval Belgo, será realizado amanhã, a partir das 8h, em sua Sede de Campo. Esta será uma homenagem do clube às três décadas em que o professor se dedicou ao ensino do tênis no BTC.
Conhecido por todos como "Professor Belgo", ele foi o primeiro a dar aulas na Sede de Campo do clube. São mais de 31 anos ensinando o esporte e formando atletas no BTC.
Aos 81 anos, Belgo se despede de Bauru logo após o torneio, já que segue viagem para Camaçari (litoral da Bahia), onde junto com sua esposa, irá morar com sua filha.