Rio - No primeiro derramamento de óleo na área do pré-sal, a Petrobras comunicou ontem que detectou um vazamento estimado em cerca de 160 barris de petróleo.
O óleo vazou de um poço na bacia de Santos, a cerca de 300 km do litoral paulista, na altura de Ilhabela.
Ibama e Agência Nacional do Petróleo (ANP), porém, ainda não quantificaram o tamanho do derramamento.
A estatal fazia um teste de produção na área, com um navio-plataforma alugado que extraía 22 mil barris/dia.
O acidente foi no campo de Carioca Nordeste, numa região onde estão as mais importantes descobertas do pré-sal, como a de Lula. A concessão é compartilhada entre Petrobras (45%), Repsol-Sinopec (35%) e BG (20%).
Segundo a Petrobras, "não há possibilidade de o petróleo chegar à costa". A estatal informou que o poço estava em produção na hora do acidente - por volta das 8h30.
O incidente, cujas causas ainda estão sob investigação, provocou um rompimento no duto perfurado na rocha, por onde o óleo flui até a cabeça do poço, que fica no solo marinho e está conectado à plataforma por meio de dutos flexíveis de metal.
A Petrobras disse que o poço foi fechado, o que interrompeu o vazamento. Segundo a companhia, não há risco de aumentar o volume de óleo derramado no mar.
À reportagem, o presidente do Ibama, Curt Trennepohl, confirmou que o sistema de segurança lacrou o poço e que o vazamento cessou. O executivo afirmou, porém, que não há ainda uma estimativa sobre o volume derramado.
Tal avaliação dependia ainda, diz, dos relatos de duas equipes do Ibama (uma do Rio e outra de SP) que sobrevoaram o local ontem. Até a noite de ontem, elas não haviam retornado.
Segundo a Petrobras, a estimativa preliminar é de 160 barris - o que não afasta a hipótese de o vazamento ser maior. Se confirmado, o volume será 14 vezes inferior aos 2.400 barris despejados no acidente de novembro da Chevron.
A ANP também afirma que o vazamento foi contido e que as ações para dispersar a mancha de óleo estão em curso. Uma equipe da agência chegará hoje ao local.