Agência Brasil |
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Negromonte é 8º Ministro a deixar o governo Dilma |
O ministro das Cidades, Mário Negromonte, entregou hoje sua carta de demissão à presidenta Dilma Rousseff e será substituído pelo colega de partido Aguinaldo Ribeiro, atual líder do PP na Câmara dos Deputados. A informação foi confirmada pelo Palácio do Planalto.
“O ministro das Cidades, deputado Mário Negromonte, entregou hoje sua carta de demissão à presidenta Dilma Rousseff. A presidenta da República agradece aos serviços por ele prestados ao país à frente da pasta e lhe deseja boa sorte em seus novos projetos. Para substituí-lo, a presidenta convidou o deputado Aguinaldo Ribeiro”, diz a nota da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom).
A posse do novo ministro deve ocorrer amanhã (3) ou na segunda-feira (6). A Secom não divulgou o conteúdo da carta de demissão de Negromonte, que foi entregue em encontro fechado, no início da tarde. O encontro com a presidenta durou cerca de 20 minutos.
O ministro estava envolvido em denúncias de corrupção. Segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo, o ministro e assessores próximos teriam se reunido na casa do deputado João Pizzolatti (PP-SC) para negociar com o empresário Luiz Carlos Garcia o resultado de uma licitação do ministério para a contratação de empresa de informática. Garcia é dono de uma empresa que atua na área de informática e tem interesse no contrato.
Negromonte é o sétimo ministro a deixar o governo após denúncias de corrupção. Antes dele, foram afastados os ex-ministros da Casa Civil, Antonio Palocci, dos Transportes, Alfredo Nascimento, da Agricultura, Wagner Rossi, do Turismo, Pedro Novais, do Esporte, Orlando Silva, e do Trabalho, Carlos Lupi.
Outras duas mudanças ministeriais do governo Dilma até agora foram a saída do ex-titular da Defesa, Nelson Jobim, que deixou o cargo após criticar publicamente o governo, e do ex-ministro da Educação, Fernando Haddad, que saiu para disputar as eleições municipais.
Negromonte diz que foi vítima de disputa política e denúncias infundadas
Na carta de demissão entregue hoje à presidenta Dilma Rousseff, o ex-ministro das Cidades, Mário Negromonte, diz que foi vítima de disputas políticas que levaram a denúncias infundadas contra sua gestão. A carta foi entregue no começo da tarde, em encontro fechado, que durou cerca de 20 minutos. Negromonte será substituído pelo deputado Aguinaldo Ribeiro, atual líder do PP na Câmara dos Deputados. A posse do novo ministro deve ocorrer amanhã (3) ou na próxima segunda-feira (6).
No texto de cerca de 30 linhas, Negromonte diz que sente honrado de ter participado do primeiro governo comandado por uma mulher e que durante o período que esteve à frente do Ministério das Cidades fez o “possível”, diante das limitações de orçamento e das disputas em torno da pasta.
“Fiz o que foi possível, dentro do quadro de restrição financeira e de disputa política, que tornaram ainda mais difícil o já exigente exercício da gestão pública federal. Nossa gestão foi marcada pela transparência, pela seriedade e pela dedicação ao seu governo. Todos os projetos que a senhora nos delegou, ao nos confiar a pasta das cidades, foram desenvolvidos atentamente em consonância com outros ministérios do governo e seguindo o ritmo permitido pela liberação orçamentária do governo federal”, diz a carta.
Em relação às denúncias de corrupção na pasta, que circulam desde agosto de 2011, Negromonte diz que as acusações são infundadas e que foram levantadas por adversários interessados no ministério. “Nessa verdadeira guerra pelo poder, parte da mídia reproduziu denuncias vazias, de forma agressiva e insistente. Fui vítima de uma campanha que se pretendeu difamante e que o tempo vem provando infundada, sem consistência, sem conteúdo. A gestão no Ministério das Cidades e minha vida pessoal foram vasculhadas e nenhuma ilegalidade foi encontrada, não respondo a nenhum processo”.
Entre as denúncias que envolvem o ministro, estão casos de favorecimento na liberação de verbas e fraude em documentos para beneficiar projetos.
Na carta, Negromomte diz ainda que voltará a Câmara, de onde continuará a apoiar o governo como deputado federal. “Agradeço a confiança depositada nesse seu aliado de primeira hora e desejo que seu governo continue levando nosso Brasil pelo caminho do desenvolvimento econômico e do equilíbrio social”.
