Rio - A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) vota hoje o reajuste salarial de policiais civis e militares, bombeiros e agentes da administração penitenciária fluminenses.
Os deputados estaduais vão apreciar o projeto enviado pelo governador Sérgio Cabral no dia 1 de fevereiro, que prevê aumento de 38,81% a ser pago até 2013.
Em nota divulgada ontem, o governador Sérgio Cabral informou que, somados todos os reajustes concedidos a policiais e bombeiros do estado, desde que assumiu a administração do Rio, em 2007, o aumento chega a 107%, incluindo a proposta que ainda será analisada pela Alerj.
Mas a proposta salarial não agradou aos líderes da categoria. Para o presidente da Associação de Praças da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (Aspra-RJ), Vanderlei Ribeiro, as gratificações que foram concedidas pelo governo beneficiaram apenas alguns segmentos.
"A maioria dos inativos e pensionistas ficou fora das gratificações concedidas a alguns setores como o Bope (Batalhão de Operações Especiais da PM) e Batalhão de Choque (da PM). Queremos um aumento de salário que atenda a todo o conjunto da categoria".
Ele explicou que, hoje, a média salarial de PMs e bombeiros no Estado do Rio está em torno de R$ 900,00 enquanto, na maioria dos Estados, a média passa de R$ 2 mil. "O projeto (do governo) não atende à expectativa da categoria. O que ele (governador Sérgio Cabral) está fazendo é antecipar 10% das parcelas. Não queremos isso, queremos um piso de 3,5 mil. O que nos queremos é, pelo menos, nivelar (o salário) com os demais Estados".
Ribeiro anunciou que, na sexta-feira, policiais e bombeiros vão se reunir em assembleia para decidir se as categorias voltam a entrar em greve.