Douglas escolheu muito bem as palavras, ontem, durante sua apresentação oficial no Corinthians. O meia não só relembrou a passagem bem sucedida pelo clube, em 2009, como alfinetou os dois maiores rivais corintianos.
Sobre o São Paulo, adversário de domingo, Douglas foi direto. "Nunca perdi para eles jogando pelo Corinthians", lembrou. Também sobrou para o Palmeiras, que se interessou em contratá-lo durante a negociação envolvendo o atacante Kléber. "Nunca tive sonho de jogar lá (no Palmeiras). Ou eu voltava para o Corinthians, ou permanecia no Grêmio", garantiu.
Douglas diz que está pronto para reestrear com a camisa corintiana. Ele já treina desde o início da semana no CT do Parque Ecológico e seu nome está regularizado na CBF. Por isso, se colocou à disposição para jogar no clássico de domingo. "Depende do Tite", disse o meia.
Mas ele também não quis criar polêmica com seus novos companheiros. Falou que foi contratado para buscar seu espaço e dar uma dor de cabeça ao treinador. "Será uma disputa sadia. São jogadores de qualidade e que foram campeões. Venho para brigar por posição (com Danilo e Alex)", avisou.
Apesar do discurso humilde, Douglas sabe que foi contratado com a expectativa de ser titular. É o meia de ligação que Tite tanto procurava. Carrega mais a bola que Alex e Danilo, além de ter facilidade de atuar pelo lado direito mesmo sendo canhoto.
O jogador para exercer tal função seria Montillo, mas o Cruzeiro colocou preços estratosféricos (R$ 40 milhões) e o meia argentino não foi contratado pelo Corinthians. E Douglas não se importa de ter sido o plano B da diretoria corintiana. "Isso acontece muito no futebol", revelou.
O meia relembrou as conquistas dos títulos do Paulistão e da Copa de Brasil, ambos em 2009, quando jogava ao lado de Ronaldo no Corinthians. "Foi burrice ter saído naquela época", confessou Douglas, que deixou o clube para jogar no futebol árabe.
Seu desafio, segundo Douglas, é ao menos repetir a boa fase e buscar o título que falta para ele e para o Corinthians: a Libertadores. O jogador garantiu que seu futebol não mudou e que de sua passagem pelo Grêmio, nos dois últimos anos, aprendeu a dar carrinhos. "Mas não é para se acostumarem muito com isso", avisou.