Cultura

Mocidade conta história do samba

Por Mariana Cerigatto | Com Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Quioshi Goto

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O samba, uma mistura de dança acompanhada por pequenas frases melódicas e refrões, nasceu e se desenvolveu na cidade do Rio de Janeiro através dos negros trazidos da África. Hoje, apesar de suas inúmeras vertentes e variações regionais, é o samba a principal manifestação da cultura popular brasileira.


É pensando na importância histórica e cultural do samba, que dá personalidade ao próprio brasileiro, que a escola Mocidade Independente da Vila Falcão vai sair na passarela do Sambódromo no Carnaval deste ano.


Dentro do enredo “Muito prazer, eu sou o samba”, as alas terão os seguintes nomes: “Mangueira”, “100% Nacional”, “Deixa Falar”, “Samba de Lata (crianças)”, “Pelo Telefone” e “Baianas”. Mais de 200 integrantes vão agitar as arquibancadas do Sambódromo às  20h40 no domingo. A agremiação será a primeira escola a desfilar, logo após do bloco Estrela do Samba de Tibiriçá.


Um dos destaques ficará por conta do único carro alegórico que a Mocidade levará, que vai simbolizar a origem do samba nos morros cariocas. “Vamos levar uma favela bem característica do Rio de Janeiro para nos ajudar a contar a história do samba”, ressaltou o assessor de marketing da Mocidade, Rubens Souza.


Neste ano, a Mocidade participará dos desfiles apenas como convidada e não irá competir junto às outras escolas. As atuais restrições impostas ocorrem em virtude da penalidade que a entidade recebeu após não comparecer para desfilar no Carnaval do ano passado.


Com 36 anos de existência e apesar da crise dos últimos tempos, a Mocidade ainda é a detentora do maior número de títulos do Carnaval de Bauru. São 13 no total. A tradição virou marca da escola, que nas décadas de 1980 e 1990 dividia os títulos com a Acadêmicos da Cartola.

 

 

Mocidade aposta no ‘micronegócio do Carnaval’


Nesta sua volta, a Mocidade tem um projeto de perenização de suas atividades. Passado o desfile do Carnaval 2012, começará a funcionar aquilo que se convencionou chamar de “Oficina de Carnaval”. Integrantes da escola serão reunidos para cursos e, de acordo com a diretoria da entidade, o objetivo é profissionalizá-los para a produção de fantasias, alegorias, carros alegóricos e todo o instrumental carnavalesco. A ideia é criar uma espécie de incubadora de negócios.


“Alguns contatos já foram realizados para a busca de recursos e, mais que isso, para o treinamento dos interessados em participar do esquema”, informou André Luiz Silva Sequeira, 1.º secretário.


A proposta é fazer com que com que a Mocidade, além de um centro de lazer e entretenimento, seja um fator de união social e de fomento ao micronegócio do Carnaval. “Se conseguir constituir o pretendido núcleo de produção carnavalesca, além de atender às próprias necessidades, a escola poderá ainda prestar serviços para outras agremiações, tanto da cidade quanto da região e manter unida a sua comunidade”, afirmou, em nota, a diretoria da agremiação.

 

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