São Paulo - As vendas do comércio voltaram a crescer em dezembro pelo segundo mês seguido. O resultado é tímido, mas indica lenta recuperação da economia no final do ano.
No ano passado, as vendas subiram 6,7% (menos do que em 2
1
), afetadas pelas medidas adotadas pelo governo para esfriar a economia.
Em agosto, temendo forte desaceleração, o Banco Central (BC) começou a cortar a taxa de juros e, em seguida, afrouxou restrições ao crédito.
O gerente de Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Reinaldo Pereira, afirma que, apesar da reversão, não deu tempo de o comércio se recuperar até o fim do ano.
O desempenho ruim dos supermercados foi o principal motivo da piora do indicador no ano venderam 4% a mais em 2
11, a alta mais fraca desde 2
5 (2,1%).
Analistas calculam que, com o resultado do comércio em dezembro, a economia cresceu 2,8% em 2
11 abaixo dos 3% previstos pelo BC. Após a estagnação até setembro, as previsões são que a economia cresceu
,3% de outubro a dezembro.