Regional

Nossa região metropolitana

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Quem mora em Piratininga já vê Bauru de determinados pontos da cidade, graças à proximidade. O mesmo ocorre com Agudos, que a cada dia se aproxima mais de Bauru. De alguns pontos de Duartina e Pederneiras, também é possível ver alguns prédios de Bauru.


Outras cidades da região, embora um pouco mais longe, também têm Bauru como referência, como é o caso de Arealva, Pederneiras, Lençóis Paulista, Cabrália Paulista, Iacanga, Reginópolis e tantas outras.


Considerando a proximidade, Bauru poderia ser uma “metrópole”, porém, a cidade, que reúne serviços e influencia nas atividades socioeconômicas das demais da microrregião, não atende a todos os requisitos, dentre eles, o número de habitantes, que tem que tem de ser de no mínimo 1 milhão.


Para a arquiteta e urbanista Claudine Gottardo, metrópole é a cidade-mãe, o centro de uma aglomeração de cidades que se relacionam entre si. “Que tenham uma ligação de prestação de serviços, sedes de órgãos públicos, institucional etc. Embora Bauru não preencha todos os requisitos de metrópole, na prática já o é.”


Para a arquiteta urbanista, existe um movimento pendular entre as cidades da microrregião e a central, no caso de Bauru. “O movimento pendular é aquele que as pessoas das cidades menores fazem diariamente para a maior, onde geralmente trabalham. As cidades de origem passam a ser dormitórios em relação à maior.”


Ela lembra que há 20 anos a cidade de Piratininga era considerada dormitório. Hoje, mais ainda com o surgimento dos residenciais. “Isso acontece não só com Piratininga, mas com Agudos e Duartina. Diariamente, funcionários chegam a Bauru vindos de Duartina, Agudos e Piratininga.”  


Segundo ela, Bauru não é metrópole da forma descrita, mas de fato, porque não deixa de ser uma aglomeração de cidades tendo ela ao centro. Para se transformar em metrópole, não basta ter a população mínima exigida.


“A malha viária das cidades começam a se interligar, no caso da metrópole. Em São Paulo, por exemplo, as pessoas entram em Osasco e nem percebem. Em pouco tempo, ocorrerá isso com Bauru. Já ocorre em relação a Piratininga e Agudos. A pessoa sai de Bauru para uma dessas cidades e nem percebe quando uma acabou e a outra está começando. Os residenciais de Piratininga ficam muito próximos de Bauru. O Lago Sul está em Bauru e muito perto de Agudos, que é um município muito extenso.”


Gottardo lembra que o movimento de pessoas pode ser de “duas mãos”. “Há casos como o de Agudos que tem em seu município duas grandes empresas. Daí, Bauru é que é cidade dormitório para os funcionários dessas empresas. Muitos profissionais trabalham lá e moram aqui. Há ainda aqueles que moram lá e trabalham aqui.”


Profissionais específicos como arquitetos, advogados, médicos e tantos outros de Bauru servem a população das cidades da microrregião. Na opinião dela, Bauru é uma futura metrópole e isso deve ocorrer daqui a 20 anos. Ela lamenta que isso não esteja sendo planejado.

 

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