São Paulo - anunciou ontem em seu Twitter que disputará as prévias para escolha do candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo. Com a “oficialização” do desejo do tucano, a cúpula da sigla decidiu adiar a data da disputa interna.
Marcadas para 4 de março, as prévias deverão ser retardadas em pelo menos sete dias. Nesse tempo, os grupos políticos do governador Geraldo Alckmin, dos ex-pré-candidatos Andrea Matarazzo e Bruno Covas, e do próprio Serra farão uma força-tarefa para tentar construir a vitória dele nas prévias.
O grupo político do prefeito Gilberto Kassab reforçará o apoio a Serra. Os vereadores que deixaram o PSDB no ano passado, quando Kassab criou seu partido, o PSD, vão acionar antigos contatos na militância tucana para pedir votos para o ex-governador.
Uma ala dos tucanos teme que que o envolvimento de aliados de Kassab acabe por constranger a militância.
O adiamento deve ser aprovado hoje, em votação na Executiva Municipal. Aliados de Serra trabalham com duas possibilidades: dia 11 ou dia 25 de março.
Os dois pré-candidatos que permanecem no páreo contra o ex-governador - o secretário estadual José Aníbal (Energia) e o deputado Ricardo Trípoli - são contra a mudança na data, mas devem ser derrotados na Executiva.
“O Serra é muito conhecido e sua candidatura foi amplamente divulgada. O adiamento será um golpe na militância, que já está articulada para o dia 4”, diz Aníbal.
Ontem, ele foi procurado pelo presidente do partido, Julio Semeghini, e pelo secretário Edson Aparecido (Desenvolvimento Metropolitano), um dos principais articuladores políticos de Alckmin. Ouviu de ambos um apelo de adiamento das prévias.
O argumento foi que Serra precisa de tempo para se apresentar à militância como pré-candidato. Eles afirmaram ainda que o ideal para isso seria um debate entre os três inscritos na disputa.
Diante da recusa de Aníbal - Trípoli foi consultado no último domingo e também disse não - a executiva municipal vai arbitrar uma decisão - e a derrota dos dois é dada como certa.
Apoio
Ontem mesmo, Matarazzo se reuniu com seus aliados para avisar que, agora, a ordem é trabalhar pelo ex-governador. Bruno Covas, que estava determinado a fechar o escritório político usado para reuniões com militantes foi orientado a manter sua tropa de apoiadores trabalhando, mas agora para Serra.
O grupo de Alckmin entrará em campo para mobilizar deputados federais e estaduais de São Paulo na campanha do ex-governador. A ideia, com isso, é esvaziar os dois pré-candidatos que permanecem no páreo.