Picãozinho é repleta de barcos na maré baixa
Para conhecer a orla urbana de João Pessoa basta seguir pela avenida Cabo Branco que aos sábados e domingos é fechada em meia pista para facilitar o deslocamento de moradores e turistas de bem com a vida.
O mar dependendo da hora e da incidência dos raios solares, ora é verde cristalino, ora é azul turquesa. Já o céu, é sempre limpo, azul, quase sem nuvens. Não há qualquer poluição, nem mesmo auditiva. João Pessoa é perfeita para o relaxamento. Logo pela manhã, depois de se espreguiçar e abrir os olhos lentamente não economize no café da manhã.
Faça do jeito nordestino, fartando-se de frutas regionais, sucos, cuscuz, tapioca, inhame, queijo de coalho, rapadura. Passe protetor solar coloque óculos escuros e chapéu e vá conhecer seus encantos. Primeiro as praias, depois os parques como o Solon de Lucena com sua famosa lagoa.
Bessa é a primeira praia no sentido norte-sul. Praia urbana com jeito despojada, sempre propícia a um banho e uma boa conversa nas barracas, quem pode vir acompanhada de caranguejos e outras delícias.
Ao lado fica Manaíra, que tem também infraestrutura completa. Tambaú, uma das mais conhecidas do Nordeste, local do hotel circular e das piscinas de Picãozinho a poucos metros dentro do mar, acessíveis por barcos que partem da praia é um espetáculo único.
É lá, durante a maré baixa, que saem passeios de barco até as piscinas transparentes e repletas de peixes coloridos.
De Tambaú é um pulo até Cabo Branco. A praia que fica entre o mar e a Mata Atlântica. Seguindo em frente, em cerca de dez minutos você chegará a Ponta do Seixas, o lugar que é uma lição de geografia.
Acervo histórico
Um roteiro pelo Centro Histórico de João Pessoa não pode ser descartado. Por ser a terceira cidade mais antiga do Brasil, possui sítios históricos e monumentos religiosos que garantem passeios inesquecíveis pela cultura e pelo passado da região.
Repleta de riquezas naturais, detentora de um rico acervo histórico e de uma população acolhedora, a Paraíba se apresenta como um ótimo destino para quem deseja fugir do agito de praias lotadas. Do Litoral ao Sertão, sem se esquecer da região conhecida como Brejo ( que sediara em março um torneio internacional de golfe), existem opções que se encaixam ao perfil do turista.
bolero de ravel
Depois de curtir as praias de João Pessoa e seus parques ( aproveite para visitar também o Jardim Botânico e a Bica ? o Parque Arruda Câmara), prossiga o roteiro até a cidade do Conde, no Litoral Sul. Lá estão localizadas as praias de Coqueirinho, Tambaba (naturista), Praia Bela e Carapibus. Ao final do dia, o turista pode conhecer a beleza da praia do Jacaré, no litoral Norte. Localizada às margens do rio Paraíba, é neste ambiente que ocorre o famoso pôr do sol, acompanhado pelo Bolero de Ravel, executado pelo músico Jurandir do Sax.
Em clima de muita paz, o sol despede-se do dia, num dos mais belos espetáculos da natureza.
Um lugar que não pode ficar fora do roteiro.
Campina Grande e o Lajedo de Pai Mateus
Visitei Campina Grande, distante 120 quilômetros de João Pessoa a convite de meu amigo Romero durante o São João. Ou seja, no mês de junho. Chovia tanto que passei frio durante a festança que acontece desde 1983 e é considerada o Maior São João do Mundo. Mas sai dali sem reclamar de nada. Adorei a cidade, adorei a festa, adorei o hotel. Campina Grande é a segunda maior cidade da Paraíba, dona de universidades federais, um parque industrial de primeiro mundo (a fábrica das Havaianas fica lá), grandes áreas verdes. Uma cidade pulsante.
É a cidade que mais cresce no interior do Nordeste. Quando a informática se instalava no Brasil, Campina Grande tornou-se uma referência no mundo inteiro.
Outro pioneirismo de Campina é o cultivo do algodão que já nasce colorido, 100% natural e sucesso absoluto em feiras internacionais. " A cidade inventa moda. Moda de viola, moda de algodão colorido, moda de exportar softwares, moda de grandes eventos", reforça o turismo do lugar.
De lá é fácil seguir até o Lajedo de Pai Mateus (Cariri ? região seca) que fica no município de Cabaceiras, lugar conhecido de turistas do mundo todo e cercado de mistérios. A natureza do Lajedo é exótica: grandes pedras, inscrições rupestres por índios que habitaram a região há mais de três mil anos, podem ser observadas.
No dia em que estive lá minha cabeça estourava. Deitei numa fresta da Pedra do Capacete e realmente a dor sumiu. Romero garante que isso ocorre por conta das boas vibrações do lugar.
O lugar é uma mistura de rústico e chique, oferecendo hospedagem em chalés charmosos espalhados pela vegetação nativa, original, onde não faltam cactos incluindo os xique-xiques com direito a gastronomia impecável.
É gostoso interagir com a população da região que é um exemplo de superação e de força. Coisa comum nos nordestinos que tem fibra, que tem raça, que estão sempre vencendo lutas.
Falando nelas, foi em Campina Grande que também entrei em contato com a feira famosa onde se encontra de tudo e com as irmãs cegas cantoras que fizeram sucesso no mundo e viraram tema do documentário " A pessoa é para o que nasce".
As irmãs ganharam notoriedade maior com o lançamento nacional, em maio de 2005, do filme documentário-longa de Roberto Berliner. No filme, as irmãs cantam, tocam e falam de sua vida e de suas memórias, conseguindo o mais comum em seus perfis: extrair humor dos momentos de dor, como por exemplo a explicação dada para a cegueira por uma delas: " povo fala que nasceu assim porque a mãe é casada com um primo. Mas eu acho que não é não. Foi porque Deus quis mesmo".
Inscrições rupestres
O Vale dos Dinossauros, em Souza, é outro lugar que mistura arqueologia e paraleontologia, especial para quem quer conhecer o interior paraibano e fazer uma verdadeira viagem no tempo. No Vale estão expostas pegadas de animais pré-históricos de 120 milhões de anos.
Em Itacoatiras do Ingá encontra-se o mais expressivo monumento arqueológico brasileiro. A pedra é coberta de enigmáticas gravuras de formas geométricas que inspiram as mais variadas especulações.
A formação rochosa está protegida pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional ? IPHAN.
No interior também não faltam estâncias termais para quem quer relaxar e desfrutar de banhos termais e da lama medicinal. Uma das atrações de São João do Rei do Peixe é a Estância Termal Brejo das Freiras, famosa pelas suas fontes termais de águas cristalinas e vapores medicinais a 36 C.
A região conhecida como Brejo também tem muitos encantos e é especial para a prática de esportes. A cidade de Bananeiras, por exemplo, uma das mais conhecidas do brejo paraibano vai sediar nos dias 16 e 17 de março, o 1º aberto de Golf da Paraíba, no Condomínio Águas da Serra Haras e Golf Club. Mais um motivo para você afivelar as malas e partir rumo à Paraíba.