Política

DAE quer se antecipar a falta d?água

Vinícius Lousada
| Tempo de leitura: 2 min

Os 29 poços profundos e os reservatórios de água do Departamento de Água e Esgoto (DAE) ainda hoje são monitorados manualmente a partir de visitas in loco de servidores da autarquia. O presidente da autarquia, Fábio Lara, porém, montou um grupo responsável pelo estudo de viabilidade para a implantação do serviço de telemetria em Bauru, já existente em diversos municípios. A falta de água tem “infernizado” a população.

Trata-se de uma sala de controle informatizado que acompanhará, em tempo real, fatores como a vazão e o volume de água nos poços e nos reservatórios, garantindo a possibilidade de que o DAE se antecipe a problemas graves e recorrentes na cidade: o desabastecimento e o vazamento de água. Para isso, um grupo formado por três engenheiros e coordenado pelo ex-presidente André Andreoli, agora conselheiro da autarquia, recebeu a missão de analisar as possibilidades de tecnologia existentes que possam ser aplicadas em Bauru. De acordo com Lara, ainda não há previsões de quanto o serviço custará nem se será comprado ou desenvolvido pelo próprio DAE. A expectativa é de implantação ainda em 2012. “Vamos consultar outras cidades para estudarmos o melhor caminho”, ressaltou.

Segundo o presidente da autarquia, com o acompanhamento em tempo real dos poços e dos reservatórios, será possível saber quando a vazão em determinada região da cidade estiver acima do normal, providenciando soluções para o controle do vazamento e a manobra na distribuição de água. “Também poderemos monitorar os funcionários que entrarem nesses locais para a realização de serviço. Todo o controle hoje ainda é feito em planilhas”.

Além do grave problema de vazamentos de água em Bauru, o abastecimento não é suficiente na cidade. No ano passado, o DAE admitiu que a demanda imediata era de mais sete poços. Estão previstos, para 2012, a perfuração de quatro novos poços, inclusive com o adiantamento de R$ 6 milhões do pagamento da dívida de R$ 16 milhões da Prefeitura junto à autarquia.

O dinheiro foi arrecadado pelo município através do Refinanciamento Fiscal (Refis), mas a transferência depende ainda de autorização da Câmara.

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