Hannover - A presidente Dilma Rousseff disse ontem em Hannover, na Alemanha, que o governo brasileiro estuda novas medidas para proteger o câmbio. O objetivo é evitar a valorização excessiva do real diante da entrada de dólares causada pela injeção de recursos por países desenvolvidos para estimularem suas economias.
Dilma disse que novas medidas estão sendo analisadas, mas negou haver estudo para a imposição de uma “quarentena”, que estabeleceria um prazo mínimo de permanência do capital estrangeiro no País. “Não estou defendendo quarentena, isso é uma temeridade”, disse Dilma. Dilma elevou o tom das críticas aos países desenvolvidos na semana passada, chamando de “absolutamente inconsequente” as políticas monetárias expansionistas destas nações para enfrentar a crise internacional.
Pé machucado
Dilma começou sua visita à Alemanha como pé esquerdo machucado. Um incidente durante a conversa com os jornalistas brasileiros no hotel em que está hospedada, em Hannover, fez o pé dela inchar e virou tema de conversa com a chanceler alemã, Angela Merkel.
Dilma falava sobre o protecionismo cambial dos países ricos quando uma pesada estaca de ferro que sustentava uma linha divisória foi derrubada emseu pé esquerdo. “Ai,ai!”, reagiu a presidente com uma expressão de dor, dando um passo para trás.
Dilma logo voltou aos repórteres. “Passou”, disse, mas completou em seguida: “Vou mancar até amanhã”.
A recuperação, contudo, foi rápida. Em segundos ela retomou o pensamento e a artilharia contra o “tsunami monetário” provocado pela injeção de capital no mercado.