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São Sebastião: Jubileu já começou

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 3 min

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João Rosan

Missa celebrada pelo padre Gustavo Natividade fez parte das comemorações dos 5

anos

No dia 19 de maio, a Paróquia São Sebastião de Bauru completará 5

anos. Mas a comemoração, intitulada Jubileu, já começou no início do ano com a festa do dia do santo padroeiro, em 2

de janeiro. Na manhã do último domingo, uma missa especial escolheu 5

fiéis aleatoriamente para representar todos os que fizeram primeira comunhão na paróquia.

 

A igreja de São Sebastião é mais antiga do que a paróquia, e completará 74 anos em agosto. No entanto, a paróquia - que significa um padre atender exclusivamente àquela igreja e comunidade - foi criada pouco depois por dom Henrique Golland Trindade, então bispo diocesano de Botucatu, segundo dados históricos colhidos por uma equipe de fiéis.

 

O atual pároco, padre Gustavo da Natividade, há mais de um ano à frente da São Sebastião, conta que, quando foi construída, a igreja era frequentada por fiéis recém-chegados a Bauru. “A maioria dessas pessoas tinha vindo de cidades da região em busca de oportunidades e começaram a frequentar a igreja”, contou.

 

Para estimular a ideia de se construir a igreja e unir uma comunidade que envolvesse bairros mais distantes do Centro da cidade, um vigário da matriz do Divino Espírito Santo de Bauru contou com a ajuda da Congregação Mariana - formada por cristãos católicos que procuram seguir o cristianismo através de uma vida consagrada à Virgem Maria -, muito atuante na cidade.

 

Nesta história, três marianistas se destacaram: Gabriel Spinelli, Hugo Pregnolato e Ângelo Ramires. Eles foram os primeiros a se aproximar da comunidade da Vila Cardia, onde a paróquia está instalada. Começaram, então, a ministrar aulas de religião, mesmo sem energia elétrica no local.

 

 

 

Doações

 

Os fiéis que tinham contato mais próximo com os marianistas se solidarizaram e começaram a fazer doações de terrenos para a construção da capela. O primeiro deles era com a frente para a rua Ezequiel Ramos. Entretanto, o espaço era pequeno para a constução de uma igreja. Outro lote, este com a frente voltada para a rua Rio Grande do Norte, também foi doado. 

 

Com o apoio de toda a comunidade, a capela foi construída e até a primeira imagem do santo padroeiro foi cedida por um fiel. A inauguração foi no dia 21 de agosto de 1938. “A igreja sempre teve um apoio muito grande de seus fiéis, e isso é muito importante”, destaca o pároco.

 

 

 

Serviço

 

A Paróquia de São Sebastião fica na travessa São Sebastião, 1-53, Vila Cardia, em Bauru. As missas são realizadas às quartas e sextas-feiras às 19h3

, aos sábados às 19h e aos domingos às 1

h e às 19h. O telefone para contato é (14) 3223-3877.

 

 

 

Comemorações

 

O padre Gustavo da Natividade conta que, desde o início do ano, o Jubileu vem sendo comemorado pela comunidade São Sebastião. Na manhã de domingo, 5

fiéis foram escolhidos aleatoriamente para simbolizar todos os que fizeram primeira comunhão na paróquia.

 

“Nós escolhemos 5

fiéis para fazer uma homenagem aos 5

anos da paróquia. Como a missa de domingo de manhã é mais aberta, mais mista, recebemos muitos elogios dos fiéis. Agora queremos programar algo especial para maio, como por exemplo alguma atividade cultural especial para comemorar o Jubileu”, disse. 

 

Para levantar com detalhes toda a história da paróquia de São Sebastião, em todas as missas o pároco pede aos fiéis que levem fotos antigas e documentos para servir como acervo do local.

 

 

 

A união faz a força

 

Para o padre Gustavo da Natividade, a união da comunidade local faz toda a diferença. “Nós temos equipe de pesquisa histórica, equipe que prepara as festas, grupo de jovens que são muito atuantes na comunidade. As missas das manhãs de domingo também são mais abertas, então há teatro, fantoches, pão para as crianças, a homilia é mais simples”.

 

Para ele, os jovens representam muitas mudanças positivas na maneira de ver o catolicismo nos dias de hoje. “Hoje vemos jovens com problemas familiares, sociais, que não buscam a igreja. 

 

O jovem que participa de uma comunidade pode resgatar a união familiar, criar novos círculos de amizade. Isso é muito importante”, finalizou.  

 

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