É a expressão mais adequada à leitura do fato ocorrido. E não sou eu que o digo. Foi dito no "melhor jornal do nosso mundo", edição de sábado último. Vejamos: na coluna "Entrelinhas", o matutino informa com todas as letras que o "nosso" alcaide foi ao encontro do vice-presidente da República, e por somente 10 minutos --que até os dias atuais continuam equivalendo a 600 segundos-- conseguiu a proeza de tratar assuntos da maior importância para a nossa província, tais como: "recursos a fundo perdido para tratar o esgoto de Bauru" e "liberação de recursos para a viabilização da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE). Aqui, no caso, daria até para questionar: afinal os dois assuntos exarados na matéria jornalística, não é a mesma coisa? Continuando sobre o tal encontro, naqueles 10 minutos, o vice-presidente num risco de memória, ainda teve tempo de relembrar ao "nosso" alcaide, de peemedebistas do passado como Tidei de Lima e Roberto Purini. Para quem já teve oportunidade de dialogar com o vice-presidente, não por apenas 10 minutos, mas por um tempo que deu para analisar o gestual e a atitude de ouvinte do político que é, certamente estão construindo um fato que não deve ter ocorrido, ou então o lampejo de memória deve estar na origem da ingestão do "poire" que tão bem fazia a Ulisses Guimarães. Ulisses conseguia essas primazias: em poucos minutos tratava de assuntos e dava-lhes o destino merecido. Um mestre, diga-se, e que hoje faz uma falta danada ao PMDB.
Na página 4 do mesmo Jornal o assunto teve seqüência ao referido na famosa coluna "Entrelinhas". O que o autor da matéria não consegue explicar, --complicar ele conseguiu--, é o inexecutável do fato, ou seja: o dia semanal foi uma quinta-feira e a "Entrelinhas" informa que tal encontro ocorreu em São Paulo e na matéria da página 4 o autor informa que tal encontro ocorreu em Brasília e escreve: "E já que estavam em Brasília (DF), e diante do vice-presidente da República, Rodrigo aproveitou para pedir recursos a fundo perdido para tratar o esgoto de Bauru". Eis aí a revelação de um fato auspicioso: a ubiqüidade. "Nosso" alcaide, tanto quanto "nosso" vice-presidente da República, conseguiram estar juntos, e ao mesmo tempo, em São Paulo, e na capital federal. No mesmo dia e na mesma hora! Ah se não fosse "nosso" indômito Jornal, morreríamos pagãos. E pior, ignorantes dos "milagres" que ocorrem com os políticos da nossa urbe.
Nicanor Amaro da Silva Neto