Internacional

Grécia conclui maior calote da história

Folhapress
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Londres - A Grécia celebrou ontem os resultados do acordo com os credores do setor privado, que resultou no maior calote da história. Mas persistem as dúvidas quanto à capacidade do país de voltar a crescer.

 

O governo disse que 85,8% dos investidores aceitaram, sob pressão, trocar títulos por papéis de prazo maior e juros e valor menores. 

 

Para chegar a 95,7%, o governo decidiu usar as chamadas “cláusulas de ação coletiva”. Esse mecanismo impõe aos credores relutantes os termos do acordo se uma maioria expressiva aceitar.

 

Os investidores privados, que detêm 206 bilhões de euros em títulos gregos, precisavam aceitar uma perda de 53,5% (cerca de 107 bilhões de euros) no valor dos seus papéis. A alternativa era perder tudo, levando a um calote desordenado, com risco de efeito dominó sobre outros países europeus em crise, como Portugal, Itália e Espanha. 

 

Mas ainda há desafios que o país precisa enfrentar. A agência Fitch rebaixou a nota da Grécia ao patamar de “calote parcial”.

 

Outra consequência do plano e do uso das cláusulas de ação coletiva foi o anúncio de que houve um “evento de crédito”, feito pela Associação Internacional de Derivativos e Swaps. 

 

Um “evento de crédito” ocorre quando, por conta de um calote, contratos de seguro contra o risco de quebra de um país são ativados. No caso da Grécia, haverá o pagamento de US$ 3,2 bilhões.

 

Com os resultados anunciados ontem, a Grécia está apta a receber da “troica” (Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional) o novo empréstimo, de 130 bilhões de euros, fundamental para evitar a inadimplência -uma parte da dívida (14,5 bilhões de euros) vence em 20 de março.

 

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