Geral

Falta verba para desatar ?nó viário?

Murillo Ferrari
| Tempo de leitura: 3 min

Problema antigo para os motoristas de Bauru, o “afunilamento” do trânsito na rotatória Primaz Chujiro Otake - conhecida como rotatória do relógio -, que recebe o fluxo das avenidas Duque de Caxias e Castelo Branco, por exemplo, pode não ser resolvido este ano.

 

O prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) confirmou ao Jornal da Cidade que, por conta do custo elevado, o município pode não ter recursos para “desatar” este que é considerado o principal “nó” do fluxo de veículos na cidade. “Nós temos um projeto básico desde o final de 2

11, no entanto esta é uma obra muito cara. Só de desapropriação devemos gastar R$ 2,7 milhões, sendo que a obra toda deve custar cerca de 5,5 milhões”, explica Agostinho. 

 

Sobre o projeto, gerente de planejamento e sinalização viária da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), Anibal dos Santos Ramalho, explica que o objetivo é aumentar o diâmetro da rotatória para 14

metros – ante os 4

metros atuais – para “permitir que os motoristas tenham mais tempo e espaço para se posicionarem corretamente nas vias”. 

 

“Não é uma solução definitiva, mas deve resolver o problema atual já que vai quase que dobrar a capacidade de veículos nessa região”, destaca. Ramalho também explicou que os estudos feitos no local descartaram a utilização de semáforos porque como região é formada pelo encontro de cinco vias, seria muito trabalhoso e pouco vantajoso para os próprios motoristas esse sistema. 

 

“Cada via ficaria dois minutos parada para ter 3

segundo de fluxo, por exemplo”, explica.

 

 

Confiança

 

 

Proprietário de um comércio na região desde 1998, o técnico em eletrônico Elias Ferraz conta que acredita numa solução para o trânsito daquela região, apesar das tantas promessas similares que nunca foram cumpridas. “Não sei se a prefeitura conseguiria resolver ainda em 2

12, mas acredito que até o fim do próximo mandato quem assumir o município vai ter que resolver essa questão”, destaca.

 

Enfático, o empresário Wagner Domingos disse que há algum tempo elaborou um projeto de ampliação da rotatória e chegou a oferecer para a prefeitura. 

 

“Como comerciante nós brincamos que é até benéfico os veículos passarem tão devagar por aqui. Mas, falando sério, é claro ó que nós queremos é uma solução”, explica. “Sou arquiteto e enviei um projeto para a prefeitura, mas não obtive retorno até agora”. 

 

Ainda segundo Rodrigo Agostinho, a falta de projetos para a área viária é um dos empecilhos na ampliação de vias e na solução dos problemas do trânsito de Bauru. “Faz muito tempo que o município não tinha projeto nessa área. Uma coisa que nós fizemos foi priorizar a elaboração destes projetos pela prefeitura ou então de forma terceirizada”, garante.

 

No caso específico da rotatória Primaz Chujiro Otake, o projeto será remetido para o Governo Federal para tentar obter verbas do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) Mobilidade. 

 

“Também temos projetos prontos de outras quatro prolongações que serão remetidas para o governo federal.” 

 

 

Outros problemas por aí 

 

A rotatória no final da avenida Getúlio Vargas também é um ponto de grande fluxo de veículo nos horários de pico e alvo frequente de reclamações. Nesse sentido, a prefeitura acredita que a inauguração, durante a semanba, da nova avenida que faz a ligação entre a rua das Festas e a própria Getúlio Vargas pode melhorar a situação. 

 

Em relação às vias que também estão próximas do limite de circulação, o diretor de sistemas viários e transportes da Emdurb, Ewerton Mussi Hunzicker, cita as avenidas Duque de Caxias e Rodrigues Alves como problemáticas. 

 

Ewerton também aponta a impossibilidade de implantar novas faixas nessas duas vias como mais uma preocupação para a Emdurb. “São vias com grande fluxo e, no caso da Rodrigues, por exemplo, apesar de não estar saturada a presença intensa de ônibus acaba dificultando a circulação”, explica.

Comentários

Comentários