São Paulo - O Sincopetro (sindicato dos donos de postos) informou ontem que cerca de 6
% dos postos de São Paulo já receberam alguns tipos de combustível. Os caminhoneiros e distribuidoras estão trabalhando em regime especial neste fim de semana para que o abastecimento seja normalizado amanhã.
“Não é mais necessária aquela ansiedade do motorista. Se ele não encontrar combustível em algum posto, é só ir a outro que ele vai encontrar”, afirmou o presidente do sindicato, José Alberto Gouveia. “Depois de segunda-feira, vamos precisar de mais uns três dias para normalizar os estoques dos postos”, acrescentou.
O desabastecimento dos postos ocorreu devido ao protesto dos caminhões contra a restrição de circulação pela marginal Tietê. Os caminhões flagrados na via entre as 5h as 9h e entre as 17h e as 22h, de segunda a sexta-feira, e das 1
h às 14h aos sábados, estão sendo multados desde a última segunda.
Os caminhoneiros voltaram a entregar combustível após a decisão da Justiça na noite da última terça-feira. A multa diária pelo descumprimento da decisão é de R$ 1 milhão.
Preço
O Procon já autuou 18 postos de combustível devido ao aumento abusivo de preços durante a protesto de caminhoneiros. Outros 22 postos foram notificados a prestar esclarecimentos.
Durante as fiscalizações, o Procon detectou aumento de até 51% no valor do combustível. De acordo com o órgão, os postos autuados passarão por processo administrativo e poderão ser multados. Os valores das multas podem ir de R$ 4
a R$ 6 milhões.
O gerente de um dos postos autuados afirmou que o acréscimo ocorreu devido aos gastos com escolta para evitar depredações aos veículos que ainda faziam a entrega. Segundo representante do posto Chica Julia, em Santana (zona norte), o gerente Gabriel Tonini, cinco caminhões foram depredados por quebrar a greve.