Com relação ao interminável procedimento quanto ao rebaixamento de guias, atitude que se tornou um odioso privilégio autorizado pelos órgãos municipais competentes que, apesar do trabalho executado pelo vereador Segala (inclusive com fotografias), o qual em reiteradas vezes tem tocado no assunto, não apenas em plenário como particularmente, junto aos setores ligados ao problema e também pela imprensa, tudo continua sob os olhares incrédulos da população.
Na edição de 8 do corrente, o leitor Júlio César Macegoza se manifestou com firmeza a respeito. Como está o direito do munícipe que, a todo momento, vê a diminuição de vagas para estacionar? Enquanto isso, empresas conseguem, em frente ao estabelecimento que, além de vagas para deficiente físico e idoso (nesses casos somos amplamente favoráveis), a reserva de locais para os seus clientes, em uma discriminação que traz vantagens para alguns, em detrimento a outros.
Há dias, conversando com um amigo, este demonstrou a sua repulsa, pois, necessitando estacionar em um ponto da cidade, nos Altos, para consulta médica em um dia chuvoso, somente conseguiu lugar 6 ou 7 quadras distantes do local em que precisava ir. Com guarda-chuva, embaixo de um tremendo aguaceiro, passando por empresas protegidas por estacionamentos privativos, através do rebaixamento de guias, observou que nos mesmos não havia um carro sequer.
Gostaríamos de receber uma informação da Emdurb a respeito dessa autorização que, ao beneficiar alguns, prejudica a maioria. Salientamos que a Zona Azul, criada para permitir a rotatividade dos veículos, neste caso deixa de arrecadar centenas e centenas de reais diariamente, enquanto os que estacionam nessas vagas autorizadas por lei, nada pagam e, ao que parece, nem a firma assim procede, ou seja, recolhe aos cofres do município o valor diário correspondente aos carros que se servem desses repugnantes estacionamentos privilegiados.
Luciano Dias Pires - jornalista