As famosas sacolinhas plásticas podem até ser necessárias, se levarmos em consideração a facilidade que nos dão para transportar, separar os produtos alimentícios dos produtos químicos que compramos. Mas são dispensáveis, quando podemos ter outras sacolas. Aparentemente, parece inofensiva, mas a somatória de milhões delas, quando levadas para o aterro sanitário, agride violentamente o meio ambiente.
Falar sobre esta vilã de aparência dócil e servil é ter que discutir o tema Ecologia de forma generalizada. Nos mercados as embalagens plásticas estão em quase todos os produtos. Discutir as sacolinhas plásticas é ignorar o óbvio, pois deixamos de considerar uma gama de outros produtos que são embalados também com plásticos, que estão fora deste debate.
Quando vamos ao supermercado e passamos no açougue, percebemos nos estandes todo tipo de plástico embalando as carnes. Ai vem à mente uma pergunta!... Como podemos discutir sacolinhas plásticas como fonte poluidora do meio ambiente, se nos supermercados e/ou lojas, as embalagens plásticas abundam. Creio estar havendo algum interesse escuso! Creio que há mequetrefes por trás!... Nas cidades vizinhas, sacolinhas, supostamente ecológicas, foram vendidas a R$ 0,19. Imaginem os supermercados vendendo sacolinhas ecológicas a R$ 0,19. Iam ganhar rios de dinheiro!...
Há décadas somos injustiçados e espoliados pelos impostos aplicados às mercadorias que consumimos. Se não bastasse a carga tributária sobre os produtos, agora surgem as sacolinhas, onerando o minguado salário do cidadão brasileiro. É preciso lembrar a todos que as famosas e antigas sacolinhas plásticas não eram gratuitas. O preço destas está embutido nos produtos que compramos. No mundo capitalista, nada é de graça, tudo tem seu preço. Quando uso o substantivo "mequetrefe" quero dizer que espertalhões querem criar mais um produto para tomar o nosso suado dinheirinho.
É preciso ficar atento aos fatos e sobre leis que poderão surgir. Do contrário poderemos cair no conto do vigário e permitir que seja instalado no Estado de São Paulo um comércio ilegal de sacolinhas.
Roque Teodoro, de Agudos - funcionário público