Cultura

Vem aí os ?novos em Pholhas?

Mariana Cerigatto
| Tempo de leitura: 4 min

São mais de 40 anos de estrada e uma coleção de fãs e admiradores pelo Brasil todo. Prontos para embalar sucessos que marcaram toda uma geração dos anos 70 - que apesar do passar do tempo, os “hits” continuam mais que atuais - o grupo brasileiro Pholhas retorna a Bauru no próximo dia 23 (sexta-feira), para show no salão nobre da Sociedade Hípica.

O evento será aberto pela Capitão Veraneio, com músicas para ouvir e dançar, a partir das 21h. A grande atração The Pholhas promete subir ao palco por volta das 22h30 e a diversão deve seguir até a madrugada. As mesas já estão à venda, na secretaria do Bauru Tênis Clube (BTC) ou na Hípica.

Fundado oficialmente em 18 de fevereiro de 1969, o grupo ganhou destaque ao fazer cover de bandas de rock, rock progressivo e discotheques internacionais. E marcou o cenário musical com “My Mistake”, “She Made Me Cry” e “Forever e I Never did Before”.

Com alterações na formação original, os Pholhas continuam a todo vapor revivendo o melhor dos anos 70, para a alegria dos que curtiram o melhor desta época. A geração mais nova e jovem não fica para trás: influenciada pelos pais, também faz questão de acompanhar os shows.

O trio Wagner “Bitão” Benatti (guitarras e vocal), Paulo Fernandes, o Paulinho (bateria e vocal) e João Alberto (baixo e vocal), junto ao convidado Elias Jó (tecladista), prepararam um apanhado de músicas que marcaram a carreira. Na bagagem, estão canções da banda e também covers de Rolling Stones, Elvis Presley, Bee Gees, Creedence, entre outros. “Vamos também entoar Michael Jackson que, apesar de não ter sido nossa principal influência, vai ser lembrado no show. Além de, claro, os Beatles, que foram e são nossa grande referência, uma banda inovadora que foi importantíssima na nossa formação como músicos”, ressaltou em entrevista ao JC o guitarrista Bitão.

Para recordar as melhores do Beatles, a banda vai cantar e tocar “Twist and Shout”, “All My Loving”, “Can’t Buy me Love”, entre outras da lista de preferidas. “Em 2007, foi a última vez estivemos em Bauru. Desde então, o pessoal da cidade tem mandado e-mails pedindo nosso retorno. Além de show, o momento vai ser de reencontro”, salientou Bitão.

 

Formação atual

Da formação original do grupo, apenas dois componentes permanecem: Wagner “Bitão” Benatti e Paulo Fernandes, o Paulinho. O músico João Alberto, que apesar de não ter participado do início da banda, atua há mais de 30 anos como baixista.  “João tocava na famosa ‘Casa das Máquinas’ e se juntou a nós logo após a saída do baixista original, o Oswaldo, que deixou o grupo por volta de 1978”, explicou o integrante Bitão.

Elias Jó tem acompanhado os Pholhas como atual tecladista, na condição de convidado. “Elias já está conosco há três anos, após a saída do antigo tecladista, o Helio Santisteban, que seguiu carreira solo. Temos quase certeza de que Elias acabe virando componente oficial da banda”, ressaltou o guitarrista Bitão em entrevista para a reportagem do JC Cultura.

 

Originalidade que vem do nome

No final de 1968, na cidade de São Paulo, três rapazes - Paulo Fernandes, Oswaldo Malagutti e Helio Santisteban  - haviam acabado de deixar a banda “Wander Mass Group” e pretendiam montar outro grupo que tivesse mais a ver com sua personalidade musical.

Convidaram então o amigo Wagner “Bitão” Benatti, experiente guitarrista e vocalista (autor inclusive da música Tijolinho - um dos grandes sucessos da Jovem Guarda), que aceitou prontamente o convite e, no início de 1969, mais precisamente no dia 18 de fevereiro, os quatro rapazes fizeram o primeiro ensaio oficial da nova banda que ainda não tinha nome.

Pouco tempo depois, um grande amigo dos rapazes que estava sempre presente aos ensaios - Marco Aurélio, o “Lelo” -, sugeriu o nome Pholhas, que grafado com “ph” ficava bem original e foi logo aceito com entusiasmo por todos, sem restrições.

 “A gente ia fazer um baile e precisava de um nome. E nós tínhamos bolado vários, mas o Lelo chegou com uma proposta em um pedaço de papel, com o escrito ‘Pholhas’. Achamos interessante a grafia e todo mundo aprovou de pronto”, recorda Bitão.

Em maio daquele mesmo ano a banda fez sua estreia tocando em bailes e rapidamente fixou-se como uma das melhores de São Paulo, conquistando cada vez mais seguidores fiéis nas suas apresentações.


Serviço

BTC e Sociedade Hípica trazem para Bauru um show com o grupo “The Pholhas”, no dia 23 de março (sexta-feira), às 22h30.  O evento será aberto pela Banda Capitão Veraneio, com músicas para ouvir e dançar, a partir das 21h. Informações: (14) 3235-0500

 

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