Tribuna do Leitor

SINDICATOS X ONG?s


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As condições adversas da atuação dos sindicatos no Século XXI pararam no tempo. As questões estruturais e jurídicas são arcaicas, não acompanharam a evolução do trabalho no mundo moderno com os problemas velhos e novos, são carecedores de uma atuação coletiva mais contundente com a terceirização de cooperativas, as novas formas de trabalho autônomos empresários individuais, tele trabalho, contratação de aprendizes e estagiários etc.

Somando tudo isso, nosso sistema sindical se tornou trampolim eleitoreiro, já que os líderes estão exercendo cargos legislativos e em maior parte ainda exercem cargos no governo, o que não é bom para a classe trabalhadora sindicalizada ainda, em relação à vinculação a partidos políticos que, cedo ou tarde, cobrará alto preço. O pior é vincular a ideologia política e econômica por razões óbvias, não faz sentido militarem contra si mesmos.

Existe ainda uma agravante com os concorrentes dos sindicatos no tocante às bandeiras sociais, as Organizações não Governamentais (ONG?s), conhecidas como terceiro setor que, na maioria dos casos, ocuparam espaços que não foram preenchidos pelos sindicatos nas ações sociais do trabalhador comum.

Durante mais de duas décadas, não houve mais formação de novos líderes, os trabalhadores mais jovens no geral não se interessam por movimentos coletivos. A chamada geração "Y" não enxerga trabalho como um fim e sim como meio e nunca irá priorizar trabalho em detrimento a família. O que é mais determinante para a extinção de sindicatos já nas próximas décadas tem relação com a estabilidade econômica brasileira. Se as coisas vão indo bem, não há o que reivindicar, aliado ao comodismo sindical, que só utilizam sindicatos para fins eleitoreiros e para cobrar mensalidades dos trabalhadores. Hoje em dia as empresas mais avançadas negociam coletivamente no âmbito interno sem a participação de representantes sindicais, o que significa atraso, e que já procuram valorizar o acordo jurídico individual e não coletivamente, que significa quanto mais longe o sindicato estiver, melhor.

Considerando as questões culturais no Brasil envolvendo rivalidades ideológicas e históricas entre patronato e seus representantes, inclusive no campo político, sindicalistas só atrapalham. Isso fica muito claro com a renovação da CLT e da Justiça do Trabalho, com a implantação de novos artigos e redução de impostos trabalhistas. Não há necessidade de sindicatos, a relação de capital-trabalho com produtividade é a marca do Século XXI, aliado à revolução tecnológica. Com um governo atuante em implantações de cursos técnicos que estamos presenciando dia a dia o Brasil vai atingindo a sua maioridade econômica.

Sérgio Coelho ? Bandeirante do Pensamento ? Século XXI

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